sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Olavo Guerrero: O futuro se constrói com as ações do dia a dia
Olavo Guerrero: O futuro se constrói com as ações do dia a dia: Frase para refletir: “O futuro pertence a quem acredita na beleza de seus sonhos” (Eleanor Roosevelt, diplomata americana, 1884-1962)...
O futuro se constrói com as ações do dia a dia
Frase para refletir:
“O
futuro pertence a quem acredita na beleza de seus sonhos” (Eleanor Roosevelt,
diplomata americana, 1884-1962).
O fim do ano civil movimenta
todos pela esperança de um futuro melhor. Alguns se agarram a superstições
acreditando que elas serão capazes de contribuir neste sentido, outros já
desiludidos em nada mais acreditam, mas uma grande maioria busca dentro de si a
fé em um futuro melhor. Esta força interna é capaz de fazer dar um passo a mais
quando tudo parece perdido, pois acredita na vitória. Quem acredita faz por
onde, ou seja, nada de ficar esperando que as coisas aconteçam por acaso, se
quer colher, planta e cuida da planta, até a colheita; se quer construir, corre
atrás do necessário, sem perder tempo, e começa o quanto antes; se quer viajar,
arruma as malas e vai. O futuro se constrói com as ações
Fonte: Meditação Diária
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Olavo Guerrero: É tudo umaQuestão de Amor
Olavo Guerrero: É tudo umaQuestão de Amor: Como é fácil deixar o amor se perder em meio a todos os esforços para atingir objetivos! É fácil ficarmos tão preocupados com “fazer”, ...
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
NA CALADA DA NOITE
Frase para refletir:
“O que destrói o ser humano? Política sem princípios, prazer
sem compromissos, riqueza sem trabalho, sabedoria sem caráter, negócios sem
moral, ciência se humanidade e oração sem caridade” (Mohandas Karamchand
Gandhi, advogado e político hindu, 1869-1948).
“Vigiai e orai, pois não sabeis quando virá o ladrão e
malfeitor” (Bíblico). Já faz algum tempo que tenho observado que junto com as
comemorações e alegrias de fim de ano, principalmente próximo às festas de
Natal e Ano Novo, acontecem as maiores atrocidades políticas, ou seja, enquanto
o povo se alegra, leis são aprovadas, decretos são assinados, indultos são
concedidos, etc. na certeza que ninguém vai saber de imediato, e quando
acordarem, já não dá mais tempo para tomar providências. Há uma pressa para que
tudo aconteça neste período de torpor do povo, que vai até o Carnaval. Faz-nos
lembrar um dito popular, “enquanto os cachorros estão latindo, a caravana
passa” (While the dogs are barking, the carriage passes by). E continuam
passando, pois temos mais alguns dias para o fim de ano e outros até o
Carnaval. E como este próximo ano é de eleições, muitas “maracutaias” irão
acontecer sem que ninguém perceba, mas que garantirão vitórias em seus
propósitos. Estou ficando desanimado, ninguém acorda, enquanto isso o ser
humano vai sendo destruído.
Fonte: Meditação Diária
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
IR ATÉ BELÉM
Frase para
refletir:
Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a
conhecer” (Evangelho de Lucas 2, 15).
Muitos veem os sinais, mas
poucos enxergam além as aparências. Embora a figura do pastor esteja muito
presente nos textos bíblicos do Antigo Testamento, no tempo de Jesus eles eram
mal vistos pelos rabinos, pois muitos não respeitavam os limites das propriedades
privadas quando levam seus animais para pastarem, cobravam por vezes preços
exorbitantes de seus produtos, e seu testemunho era questionado quanto à
veracidade, a ponto de proibirem de ser juiz ou testemunha, limitando também
seu acesso ao Templo. Pois foram justamente estes os primeiros a terem o
privilégio de verem Jesus. Conseguiram, pois saíram de onde eles estavam e se
dirigiram até a gruta em Belém para ver o menino.
Lá apenas um casal com um menino
envolto em faixas deitado em uma manjedoura. Para ver Jesus, primeiro temos que
acreditar no que nos foi anunciado por Deus, segundo, temos que sair do
comodismo e ir até “Belém”, e por fim, ter um coração aberto para ver além das
aparências. Todo mundo vê, poucos entendem. É muito bom o encontro as famílias
no Natal. É muito salutar a alegria. Mas se depois das festas a nossa vida
continuar na mesma, ainda temos que aprender o que é o Natal.
Fonte: Meditação Diária
sábado, 23 de dezembro de 2017
ANJOS DE NATAL
Para os Cristãos, todo dia pode ser
Natal! Entretanto, ainda que Jesus derrame Seu amor sobre nós todos os dias do
ano, infelizmente não é o que vivenciam muitos que ainda não conhecem o verdadeiro
sentido no Natal.
Tanta gente anda
perdida, solitária, oprimida, fraca e cansada. Alguns sofrem fisicamente;
outros, angústias mentais, mas há aqueles que se encontram fracos em corpo,
mente e espírito.
Muitos são
maltratados: os pobres, os perseguidos, os que passam fome, as vítimas da
guerra, do crime e da exploração. São pessoas com as quais ninguém quer se
envolver nem se importa, e que têm tão pouco materialmente que lhes faltam até
as necessidades básicas.
Por outro lado,
existem aqueles de boa condição material, que aparentam ter tudo “sob
controle”, mas, perdidos e solitários, são prisioneiros de seus próprios desej
os egoístas. Estão desgastados e sobrecarregados por problemas, estresse, temores e fobias.
Alguns, apesar de estamparem um sorriso, no seu íntimo vivem em dor, dominados pelo vazio e sofrimento. São pessoas amarguradas, com sentimento de culpa. Têm remorso do passado e medo do futuro. Como existe gente perdida e desesperançada no mundo hoje!
os egoístas. Estão desgastados e sobrecarregados por problemas, estresse, temores e fobias.
Alguns, apesar de estamparem um sorriso, no seu íntimo vivem em dor, dominados pelo vazio e sofrimento. São pessoas amarguradas, com sentimento de culpa. Têm remorso do passado e medo do futuro. Como existe gente perdida e desesperançada no mundo hoje!
É como a canção
dos Beatles: “Toda essa gente solitária, de onde vêm?” Bem, posso lhe dizer de
onde elas vêm: são fruto do egoísmo do ser humano.
Todas as pessoas
sozinhas, perdidas e infelizes são o resultado de um sistema no qual cada um dá
prioridade às próprias necessidades e não às dos outros. É aí que nascem as vítimas
da solidão: numa sociedade em que as pessoas são predadoras do seu próximo.
Elas são os resultados de muitos estilos de vida errados, que, por sua vez, são
produto das doutrinas do próprio Diabo que ensinam: “siga os seus interesses”
e “cada um por si”. É daí que provêm todas as pessoas solitárias, de um mundo
que se esqueceu do Criador. Elas são as vítimas e o lastimável subproduto de
vidas que não se deixam reger pelo amor.
As trevas se
adensam
O mundo está ficando cada vez mais frio e escuro, e muita gente sente isso. Talvez não entendam ou não queiram admitir, mas é um fato inegável. O Sol começa a se esconder no horizonte e a noite avança, enquanto o mundo tateia em busca de esperança e algum raio de luz.
O mundo está ficando cada vez mais frio e escuro, e muita gente sente isso. Talvez não entendam ou não queiram admitir, mas é um fato inegável. O Sol começa a se esconder no horizonte e a noite avança, enquanto o mundo tateia em busca de esperança e algum raio de luz.
Uma sequência de
eventos tem deixado as nações se perguntando a razão disto e daquilo. “Por que
tanta dor e dificuldade? Por que a matança dos inocentes? Por que tanta
angústia e aflição?” São perguntas que brotam nos corações e nas mentes
daqueles cujas vidas estão alicerçadas sobre a areia, ou que simplesmente não
têm qualquer fundação e que não sabem as respostas. O mundo nunca sentiu tanta
necessidade de verdadeiro amor e soluções como agora!
Faz lembrar o
famoso cântico natalino Ó, Noite Santa: “Ó, noite santa, as estrelas brilham
tanto! Esta é a noite em que nasceu o Salvador. O mundo espera em pecado e
pranto…”
Fala-se tanto
dos “avanços” e “progressos” da humanidade na medicina, da tecnologia moderna,
de melhores governos e de novas invenções para tornar o mundo um lugar melhor
onde se viver, mas, em vez de progredir, na realidade o homem regride cada vez
mais. Olhe ao seu redor! As pessoas vivem em pecado, angústia, e definham por
dentro. Jamais se conheceu tamanha confusão nem se ouviu tantas vozes
proclamando ao mesmo tempo: “Este é o caminho” — tantas falsidades e ilusões. O
mundo precisa ouvir a verdade!
Levantem-se,
anjos!
Como é o resto da canção? “Em esperança, o mundo enfim exulta. Um novo dia de glória amanheceu!…” O mundo precisa desse raio de esperança! As pessoas precisam ouvir sobre a nova e gloriosa manhã que está bem ali, pertinho delas.
Como é o resto da canção? “Em esperança, o mundo enfim exulta. Um novo dia de glória amanheceu!…” O mundo precisa desse raio de esperança! As pessoas precisam ouvir sobre a nova e gloriosa manhã que está bem ali, pertinho delas.
O refrão também
é muito significativo: “Caiam aos Seus pés! Escutem a voz dos anjos!” O Senhor
quer que as pessoas escutem os anjos, tal como os pastores ouviram quando lhes
foi anunciado o nascimento de Cristo.
E trago novidades: você pode ser um desses anjos do Natal, enviado pelo próprio Jesus para anunciar as Boas Novas aos perdidos e solitários deste mundo, e lhes dar o raio de esperança pelo qual têm esperado.
E trago novidades: você pode ser um desses anjos do Natal, enviado pelo próprio Jesus para anunciar as Boas Novas aos perdidos e solitários deste mundo, e lhes dar o raio de esperança pelo qual têm esperado.
Nesta era de
ódio, corações embrutecidos, confusão, engano, intrigas, malícia, fachadas e
fingimentos, é tremenda a necessidade do Seu amor. Neste momento, em que as
trevas se adensam e sopram os ventos frios, você precisa erguer a tocha.
Levante-a firme para que todos a vejam.
Amor em ação
O mundo não apenas precisa ouvir a verdade, mas também vê-la, e nunca a necessidade foi tão grande. Elas precisam, além de ouvir sobre o amor verdadeiro, observá-lo ser traduzido em ação!
O mundo não apenas precisa ouvir a verdade, mas também vê-la, e nunca a necessidade foi tão grande. Elas precisam, além de ouvir sobre o amor verdadeiro, observá-lo ser traduzido em ação!
Jesus disse:
“Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos
outros” (João 13:35). Não basta falar de amor. Jesus disse que é necessário ter
e viver o amor.
O que você pode
dar para Jesus?
Neste Natal e durante todo o ano que vem, dê ao Senhor os presentes que mais Lhe agradam — presentes de amor! Dê o seu amor! Doe a si mesmo! Emane o amor e a doçura de Jesus através dos seus olhos, olhe para as pessoas com carinho, seja amável ao falar e aja com amor. Seja para os outros como Jesus: um exemplo vivo da mensagem, a prova viva de que o sermão funciona!
Neste Natal e durante todo o ano que vem, dê ao Senhor os presentes que mais Lhe agradam — presentes de amor! Dê o seu amor! Doe a si mesmo! Emane o amor e a doçura de Jesus através dos seus olhos, olhe para as pessoas com carinho, seja amável ao falar e aja com amor. Seja para os outros como Jesus: um exemplo vivo da mensagem, a prova viva de que o sermão funciona!
Que melhor
maneira de viver o Natal todos os dias do ano do que dar de si constantemente
às pessoas ao seu redor, vivendo verdadeiramente como Ele nos ensinou,
demonstrando o Seu amor em todas as pequenas coisas durante o dia, sendo uma
prova viva de que o amor de Jesus funciona!
De volta à
canção natalina:
“Ele nos ensinou a amar uns aos outros. Sua lei é o amor, boas novas de paz!” Ele confiou a você, Seu filho, a Sua lei: o amor. Agora espera que a observe, que a materialize e viva em amor, para que todos vejam em você um dos Seus discípulos.
“Ele nos ensinou a amar uns aos outros. Sua lei é o amor, boas novas de paz!” Ele confiou a você, Seu filho, a Sua lei: o amor. Agora espera que a observe, que a materialize e viva em amor, para que todos vejam em você um dos Seus discípulos.
Ore e peça ao
Senhor para ajudá-lo a viver o Natal cada dia do ano e a guardar o Seu grande
mandamento de amar o seu próximo como a si mesmo. Essa é a verdadeira razão do
Natal. É a razão para tudo. Para começar, foi por isto que Jesus veio no
primeiro Natal: para podermos ter vida eterna, mas também para nos ensinar a
amar, para que então compartilhássemos essa vida com os demais.
Doe-se! Dê aos
outros o seu amor, as suas orações, o seu tempo, a sua atenção, o seu cuidado.
Ame Deus, amando o seu próximo! Expanda o seu amor neste Natal! Seja um anjo!
—
Romanos 1:12
(NVI-PT) isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé.
1 Pedro 3:15 (NVI-PT)
Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados
para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em
vocês.
Colossenses
4:5-6 (NVI-PT) Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao
máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado
com sal, para que saibam como responder a cada um.
Fonte:Devoções
Diária
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
MISTÉRIO DE AMOR
Frase para refletir:
“Gloria a Deus nas alturas, e paz na terra aos
homens que ele ama” (Evangelho de Lucas 2,14).

Enquanto tantos se perdem na tentativa de descobrir a data
do nascimento de Jesus, e outros que insistem em afirmar que Ele nem existiu, e
que tudo que se falou e escreveu sobre Ele não passa de invenção e delírio de
homens e mulheres simples de um povo sofrido, outro tanto continua a celebrar o
25 de dezembro não só como seu nascimento, mas como a data de sua natividade no
seio da História, no mundo, na Igreja, nas famílias, nas mentes e nos corações.
Isso, porque natividade é bem mais do que nascimento apenas. Na natividade se
conta não um relato bibliográfico, mas um sentido de vida para a humanidade de
todas as épocas. São esses, portanto, que continuam a cantar com os mensageiros
celestes (anjos) o célebre hino de Louvor que em latim se diz “Gloria in
Excelsis Deo” (Glória a Deus nas alturas). Nesse hino se reconhece que a Glória
mais alta, mais valiosa, mais profunda e rica, é de Deus. Glória que está no
brilho e na luz do nascimento de seu Filho, no qual fomos reconciliados com
Ele. Nós que vivíamos no mistério da iniquidade que nos colocou desde Adão na
inimizade com Deus e com todas as criaturas.
Desde a queda o homem passou a buscar a sua própria glória.
Buscou-a na distância de Deus, e com isso iniciou o caminho do “pseudo-poder”
que criou as guerras; o empobrecimento essencial do ser humano, a fome, a
violência, a corrupção, o fundamentalismo religioso, a ganância, o fratricídio,
e toda sorte de miséria sobre a terra. Ao tentar roubar a glória de Deus para
si, o homem corrompeu a relação com tudo o que existe, inclusive consigo mesmo.
Em Jesus, no seu nascimento, a Glória é devolvida a Deus e no menino de Belém
brilha de novo o semblante, a Glória de Deus no homem. Nesse brilho o homem se
vê e revê novamente como filho de Deus e reencontra a paz. Essa paz se torna
desde então o marco de reconciliação entre Deus e os homens, entre o céu e a
terra e tudo o que existe nela.
Ao devolver a Glória que é de Deus, Deus é glorificado em
suas criaturas. Por sua vez, o homem reencontra sua essência como homem e se
torna portador, instrumento da paz que o invade pelo fato de redescobrir-se
amado eternamente por Deus. É essa experiência e consciência de sentir-se
eternamente amado por Deus que recoloca o homem na condição de filho de Deus e
o torna agente de paz neste mundo. Não a paz que ele tem, gera ou dá, mas a paz
que o possui, o abraça ternamente, o sustenta e move em toda a sua existência.
Essa paz não é um sentimento de serenidade e de equilíbrio total em meio aos
conflitos do mundo, mas um modo de ser no amor, por sentir-se amado e por amar
a partir desse amor com o qual se percebe amado.
Esse amor revelado na criança da manjedoura é que é a fonte
de paz para os homens na terra. Ou melhor, a paz na terra é gerada nos homens
pelo amor de Deus em seu filho Jesus. Nele é possível identificar o amor com
que Deus, o Pai, nos ama. O brilho, o encanto, a força, a presença deslumbrante
desse amor é que se chama Glória. Por isso que em Jesus, Deus é glorificado. E,
ao encarnar-se, Jesus nos deu a graça de com Ele e por Ele, participar dessa
Glória e, juntos com Ele, darmos glória a Deus Pai pelo seu imenso amor. Desta
forma, nascidos, regenerados, movidos e vivificados por esse amor, viver em paz
uns com os outros. No Natal, não nos perdemos em datas e discussões vãs sobre o
nascimento e a existência de Jesus. Nós apenas celebramos sua natividade e sua
encarnação como evento máximo da Glória de Deus. Celebramos com todos os que
reconhecem, acolhem vivem desse Mistério de amor. E acolhidos por esse Mistério
de amor nos abraçamos paz. Ou seja, no Natal, e a partir do Natal, há paz na
terra a todos os que Deus ama e que se sentem amados por Ele. E, porque todos
foram e são amados incondicionalmente por Ele é que podemos nos felicitar e
felicitar a todos com um feliz e abençoado Natal
Fonte : Meditação Diária
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
A ALEGRIA DO NATAL
Frase para
Refletir:
“E o anjo
lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que
será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que
é Cristo, o Senhor” (Evangelho de Lucas, 2:
Uma grande alegria que será para todo o povo: o
nascimento do Salvador, que é Cristo, o Senhor. No Natal, celebra-se essa
alegria que nos visitou. Os que se abrem a esse anúncio do anjo conhecem o
teor, a profundidade, a largura, e a grandeza dessa alegria. Mas, se um tal
anúncio é para todo o povo não só daquela época, e sim para todos os povos de
todas as épocas, o que aconteceu com a nossa alegria? O que aconteceu conosco
que já não nos sentimos alegres pelo dia do nascimento de Cristo? Talvez
tenhamos deixado há muitas léguas de distância o significado real desse
nascimento, ou o que ele representa para toda a humanidade.
O seu significado não é só para os cristãos que
creem e celebram devotamente esse nascimento, mas diz respeito a cada homem,
mulher, velho, criança, jovem ou, com outras palavras, a toda humana criatura
que veio, vem e virá a esse mundo. Diz respeito a toda humanidade. Trata-se do
Deus que se fez humano para nos divinizar, isto é, nos tornar semelhantes a Ele
na imagem de seu Filho. Em Jesus reaprendemos o que significa ser humano e ser
divinizados. Ser divinizados no humano e ser humanizados no divino, sem receio
de cairmos em blasfêmia ou idolatria. A humanidade que havíamos perdido desde a
queda de Adão é restaurada em Jesus. Nele, por Ele, e para Ele. Nossa alegria é
a de entrar nesse Mistério e compreendê-lo vivo, acontecendo em nós mesmos. E,
nessa perspectiva, celebrar não apenas o nascimento de Cristo, mas o nosso
próprio nascimento como criaturas amadas de Deus e reconciliadas com Ele por
meio do nascimento de Cristo.
Eis a nossa Salvação, o fato de que Nele e por
Ele nós fomos finalmente redimidos na nossa condição de filhos quando ainda
éramos pecadores. A alegria que se celebra no Natal é a desse encontro em
Cristo e com Cristo, unindo o céu e terra, o Homem e Deus. Somos o fruto e a
graça desse encontro único e eterno que se tornou possível dentro das nossas
impossibilidades. Trata-se da alegria de termos sido encontrados e de podermos
participar de uma vida nova resultante dessa dádiva celeste. Eis, porque, não
se trata de uma alegria mundana, psicológica, sentimental, ou que tenha origem
em nós mesmos, mas vem do fato de termos sidos amados por primeiro, e de que o
amor veio ao nosso encontro nos amar e nos ensinar a amar para sermos, de fato,
felizes. Pois não existe felicidade e nem alegria fora do amor. É essa alegria
que nos eleva acima de todas as outras alegrias que já experimentamos.
Isto é, das alegrias vindas de nossa natureza e
de nossas iniciativas. Embora sejam alegrias boas e gostosas de serem vividas,
elas não nos preenchem no sentido mais profundo e radical da vida. A alegria do
natal tem sua origem no Deus encarnado (Jesus alegria dos homens – Bach) e que
realmente nos envolve; nos realiza e nos enche por completo. No natal damos
abrigo e passagem a essa alegria em nós, na criação, e no mundo inteiro ao
celebrar o aniversário de Cristo. A tristeza, a depressão, o azedume, o
ressentimento, e o amargor, que toma conta de tantos nessa época vem do
esquecimento e do distanciamento dessa alegria originária. Talvez, por essa
razão é que o natal de Cristo se desfigurou para a compreensão de tantos outros
natais que se celebra, mas que não traz significação para a pessoa, para a
família, para a Sociedade, para o mundo e o universo inteiro. São festejos, não
celebrações.
Festejos como se festeja a passagem de um cometa
que encanta os olhares enquanto passa, mas que no momento ou dia seguinte é
esquecido até seu provável retorno, sabe-se lá quando. Por se tratar de uma
alegria dada a todos os homens e mulheres de todos os tempos, possamos sentir o
toque desse anúncio do anjo sendo dirigido pessoalmente a cada um de nós, e
celebrar animados esse nascimento como o início de uma alegria nova que nos
toma por inteiro e nos conduz na jovialidade de ser por onde quer que passemos,
seja pelo que for que passemos, e seja onde for que estejamos. Pode estar aí o
sentido da frase e do convite de Paulo quando exorta, de modo particular, a
Comunidade de Filipos dizendo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito:
alegrai-vos! (Filipenses 4,4)
Fonte: Meditação
Diária
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Além da estreiteza de um coração fechado
Frase para refletir:
“No natal você pode! É natal e no natal se pode amar um pouco mais,
É natal e no natal se pode fazer um pouco mais, Por nós. No natal você pode!” (Tradução do trecho de uma canção natalina italiana: “A Natale puoi”).
É natal e no natal se pode fazer um pouco mais, Por nós. No natal você pode!” (Tradução do trecho de uma canção natalina italiana: “A Natale puoi”).
Quando é tempo de Natal é comum
ouvir a famosa crítica de que se trata de uma festa hipócrita, pois durante
todo o ano as pessoas se maltratam, se esquecem, se magoam, se ferem
impiedosamente, para no dia da festa se presentearem, se abraçarem, se beijarem,
e no dia seguinte continuarem como eram antes do Natal. Dizem, também, que é
uma festa que ignora a maldade das pessoas para na noite natalina perdoarem
aqueles que durante o ano só viveram para fazer o mal à sociedade e ao mundo.
Enfim, viveram para tornar infeliz o outro. Natal, assim, seria celebração onde
se tenta fechar os olhos para a realidade, para adocicar as coisas, tapar o sol
com a peneira e fingir que tudo está bem, quando na verdade não está.
Celebrar o Natal seria, então,
abençoar tais pessoas e seu comportamento corrupto e corruptor. Às vezes,
parece que quem assim pensa está por cima da humanidade, julgando como ser
perfeito e imaculado. Não percebem que possuem, também, suas sombras e que, na
maioria das vezes, projetam essa sombra sobre o natal e sobre os pecadores e
corruptos do mundo e da sociedade. São incapazes de perceberem o ódio que
portam na própria alma, a ponto de querer sempre a ruína de quem pratica o mal.
Veem-se possuidores do bem e do mal ou acima dele, a ponto de tecer juízo e
sentença sobre os malfeitores sem se darem conta de que estão apenas
sentenciando a si mesmos. Possuidores de uma sombra tão impiedosa sobre a
humanidade são dignos de compaixão maior, pois entende a natureza humana e o
mundo natural numa estreiteza sem limites.
O Natal cristão proclama que
nesta data se pode amar um pouco mais como convite a ver para além da
estreiteza de um coração fechado, impiedoso, e de uma visão natural que
dogmatiza o natural como última palavra da vida e das relações. O Natal é
convite para, sem deixar de ser natureza, ir para além dela. Por essa razão, no
Natal se pode fazer um pouco mais. Mais do que costumamos fazer, depois que
fizemos de tudo que achávamos que podíamos e sabíamos. Fazer um pouco mais pelo
simples fato de que podemos fazer, se quisermos. Amar mais e fazer mais no
Natal não é deixar para a última hora o que não se fez o ano inteiro. É tomar
essa data como um ponto de partida para começar e recomeçar algo novo que até
então não tínhamos coragem de fazer. Dizer o que não tínhamos coragem de dizer
por medo, orgulho ou vergonha. Fazer o que a pressa, a mesquinharia, o
preconceito, o egoísmo, e as constantes justificativas nos impediam de fazer.
Desejar o bem que a inveja, o ciúme e a soberba não permitiam realizar.
No Natal se pode um pouco mais
de tudo. Se pode mais de qualquer intenção ou obra, se ela leva ao bem próprio
e alheio. O Natal é um início. Início enquanto nascimento. Natal é nascer para
crescer, amadurecer e se plenificar naquilo que nasceu. Jamais é ato hipócrita,
pois até o ato de hipocrisia tem no Natal o seu lugar, ou seja, o de se
apresentar para tentar ser real e verdadeiro. Um abraço hipócrita pode ser
chance de um abraço, ainda que falso. Tudo bem, é um começo para se chegar a
ser sincero. É exercício para chegar lá um dia, quem sabe. O pior é ficar
pensando que por ser hipócrita nem será dado. Tal atitude tranca a iniciativa.
É cômoda e não evolui para se tornar melhor. No Natal se pode mais. Podemos nos
alegrar mais, perdoar mais, brincar mais, compreender mais, acolher mais,
ajudar mais, nos comprometer mais, abraçar mais, esquecer mais, lembrar mais,
ceder mais, amar mais, viver mais. Mas, podemos mais se nos dispormos mais.
Nesse mais está o segredo do que somos e do que podemos ser como seres humanos,
mas, também, como seres divinizados pelo Criador. Na redescoberta desta verdade
é que está o sentido de nosso Natal.
Fonte: Meditação Diária
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
A verdadeira figura do “Papai Noel”
Frase para refletir:
“Como é que “Papai Noel” não se esquece de ninguém.
Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem!” (Otávio Babo Filho, poeta e
compositor brasileiro, 1915-2003).¨
A figura de “Papai Noel” durante
séculos foi muito querida pelas crianças, e por pessoas que acreditavam no mito
do bom velhinho que na noite de Natal sai distribuindo presentes na calada da
noite.
Com o advento da ciência, que procura desmistificar tudo o que para ela
não se encaixa nos seus critérios de exatidão, esse mito foi ridicularizado.
Exatidão entendida ao modo do só acredita vendo e apalpando. Nesse modo de
calcular e padronizar realidades, como o legado do “Papai Noel” foi sendo cada
vez mais colocado em descrédito, e sob o alvo da ironia dos adultos que, na sua
descrença, repassam às novas gerações infantis como sendo algo mítico,
prejudicial, irreal, e ilusório.
Mesmo dentro da religião, onde
tal mito se consagrou, o velhinho é visto, hoje, como forte ameaça ao
verdadeiro sentido do Natal. Entre as críticas feitas ao “Papai Noel” está a de
que ele sempre vem (levando em conta o mito) e distribui seus presentes somente
aos ricos e abastados, deixando a grande massa de necessitados a ver renas. Ainda
mais, de que essa história de que não se esquece de ninguém é um delírio para
os ingênuos (delírio religioso), pois mesmo aqueles que nele acreditam são
ignorados no Natal. A polêmica é justa se “Papai Noel” for visualizado e
entendido nessa imagem desgastada e errônea a respeito dele. Isso, porque o
verdadeiro “Papai Noel” não é um homem, mas faz referencia ao próprio Deus na
sua discrição e generosidade em fazer o bem aos bons e maus, justos e injustos,
aos ricos e pobres, aos santos e pecadores.
O verdadeiro “Papai Noel” é
sempre o Deus que solícito cuida e ama gratuita e generosamente todas as suas
criaturas. Deus Pai que, na noite de natal, nos dá o maior dos presentes. Ele
mesmo em seu Filho Jesus. Ele deu seu Filho a todos e para a Salvação de todos
como o maior dos presentes. Esse é o maior gesto de generosidade que recebemos
da parte Dele. E as pessoas que entenderam isso ao longo da história, sempre
quiseram imitar essa generosidade de Deus Pai, procurando ser bom como Ele é
bom. Generoso como Ele é generoso.
A figura histórica do primeiro
“Papai Noel”, consagrado na figura de São Nicolau, arcebispo de Mira, na
Turquia, no século IV, é o exemplo mais clássico dessa imitação. Ao mesmo
tempo, durante milênios cada pessoa que procurou e procura imitar esse gesto da
generosidade divina, lá onde está e vive, se torna, de certa forma, aqui na
terra um “Papai Noel” para os demais, especialmente, para os que precisam mais.
A noite de natal é um convite para cada pessoa lembrar-se desse gesto de Deus e
tornar-se um “Papai Noel” para alguém, a partir desta fé e desta data. Dar de
comer aos famintos, visitar um presidiário, acolher um mendigo, consolar um
enfermo, repartir os bens com quem tem menos, perdoar uma pessoa em nome da
misericórdia divina etc., tudo isso e muito mais são desafios a cada pessoa que
crê em Deus a tornar-se “Papai Noel” para o próximo, indo sempre de novo, e a
cada vez, ao encontro de quem precisa, seja rico ou seja pobre, e dando o
presente de um bem que essa pessoa precisa, ou a própria presença, pois o maior
presente é sempre a presença que ama, ajuda, consola, perdoa e assim por
diante.
Nesse sentido, a figura de
“Papai Noel” nos dias atuais pode ser um resgate do sentido maior do Natal,
pois é através dessa figura e memória que podemos acordar e recordar em nós o
espírito da graça e da caridade que está presente em Deus, e de forma
particular, na Boa Nova do Evangelho anunciado a todos os Povos na noite de
Natal. Quem sabe é por isso que as crianças ainda se encantam com a figura do
bom velhinho, pois experimentam ao olhar para ele, e no que ele faz, o Mistério
dessa bondade escondida discreta e humildemente até no gesto de doar uma
balinha.
Quem sabe ao olhar para o bom
velhinho, tão ridicularizado em suas fantasias natalinas, quase carnavalesca,
nós, também, adultos, recuperemos em nosso espírito a inocência pueril que as
crianças nos transmitem no trato com o “Papai Noel”, e que está longe do modo
de ser da ciência cega e calculista, para sermos verdadeiros imitadores da
graça e bondade de Deus, em meio a este mundo que se tornou por demais egoísta,
injusto na distribuição dos bens, e insensível para com as necessidades
alheias?
Fonte: Meditação Diária.
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