terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A verdadeira figura do “Papai Noel”

 
 
 
Frase para refletir:
“Como é que “Papai Noel” não se esquece de ninguém. Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem!” (Otávio Babo Filho, poeta e compositor brasileiro, 1915-2003).¨
 
 
 
  
A figura de “Papai Noel” durante séculos foi muito querida pelas crianças, e por pessoas que acreditavam no mito do bom velhinho que na noite de Natal sai distribuindo presentes na calada da noite.
 Com o advento da ciência, que procura desmistificar tudo o que para ela não se encaixa nos seus critérios de exatidão, esse mito foi ridicularizado. Exatidão entendida ao modo do só acredita vendo e apalpando. Nesse modo de calcular e padronizar realidades, como o legado do “Papai Noel” foi sendo cada vez mais colocado em descrédito, e sob o alvo da ironia dos adultos que, na sua descrença, repassam às novas gerações infantis como sendo algo mítico, prejudicial, irreal, e ilusório.
Mesmo dentro da religião, onde tal mito se consagrou, o velhinho é visto, hoje, como forte ameaça ao verdadeiro sentido do Natal. Entre as críticas feitas ao “Papai Noel” está a de que ele sempre vem (levando em conta o mito) e distribui seus presentes somente aos ricos e abastados, deixando a grande massa de necessitados a ver renas. Ainda mais, de que essa história de que não se esquece de ninguém é um delírio para os ingênuos (delírio religioso), pois mesmo aqueles que nele acreditam são ignorados no Natal. A polêmica é justa se “Papai Noel” for visualizado e entendido nessa imagem desgastada e errônea a respeito dele. Isso, porque o verdadeiro “Papai Noel” não é um homem, mas faz referencia ao próprio Deus na sua discrição e generosidade em fazer o bem aos bons e maus, justos e injustos, aos ricos e pobres, aos santos e pecadores.
O verdadeiro “Papai Noel” é sempre o Deus que solícito cuida e ama gratuita e generosamente todas as suas criaturas. Deus Pai que, na noite de natal, nos dá o maior dos presentes. Ele mesmo em seu Filho Jesus. Ele deu seu Filho a todos e para a Salvação de todos como o maior dos presentes. Esse é o maior gesto de generosidade que recebemos da parte Dele. E as pessoas que entenderam isso ao longo da história, sempre quiseram imitar essa generosidade de Deus Pai, procurando ser bom como Ele é bom. Generoso como Ele é generoso.
A figura histórica do primeiro “Papai Noel”, consagrado na figura de São Nicolau, arcebispo de Mira, na Turquia, no século IV, é o exemplo mais clássico dessa imitação. Ao mesmo tempo, durante milênios cada pessoa que procurou e procura imitar esse gesto da generosidade divina, lá onde está e vive, se torna, de certa forma, aqui na terra um “Papai Noel” para os demais, especialmente, para os que precisam mais. A noite de natal é um convite para cada pessoa lembrar-se desse gesto de Deus e tornar-se um “Papai Noel” para alguém, a partir desta fé e desta data. Dar de comer aos famintos, visitar um presidiário, acolher um mendigo, consolar um enfermo, repartir os bens com quem tem menos, perdoar uma pessoa em nome da misericórdia divina etc., tudo isso e muito mais são desafios a cada pessoa que crê em Deus a tornar-se “Papai Noel” para o próximo, indo sempre de novo, e a cada vez, ao encontro de quem precisa, seja rico ou seja pobre, e dando o presente de um bem que essa pessoa precisa, ou a própria presença, pois o maior presente é sempre a presença que ama, ajuda, consola, perdoa e assim por diante.
Nesse sentido, a figura de “Papai Noel” nos dias atuais pode ser um resgate do sentido maior do Natal, pois é através dessa figura e memória que podemos acordar e recordar em nós o espírito da graça e da caridade que está presente em Deus, e de forma particular, na Boa Nova do Evangelho anunciado a todos os Povos na noite de Natal. Quem sabe é por isso que as crianças ainda se encantam com a figura do bom velhinho, pois experimentam ao olhar para ele, e no que ele faz, o Mistério dessa bondade escondida discreta e humildemente até no gesto de doar uma balinha.
Quem sabe ao olhar para o bom velhinho, tão ridicularizado em suas fantasias natalinas, quase carnavalesca, nós, também, adultos, recuperemos em nosso espírito a inocência pueril que as crianças nos transmitem no trato com o “Papai Noel”, e que está longe do modo de ser da ciência cega e calculista, para sermos verdadeiros imitadores da graça e bondade de Deus, em meio a este mundo que se tornou por demais egoísta, injusto na distribuição dos bens, e insensível para com as necessidades alheias?
Fonte: Meditação Diária.


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Não desista de ser alegre






                                                                               Frase para
                                                                             refletir:

                                                                “Estai sempre alegres! Rezai sem cessar. Daí graças em              
                  todas as circunstâncias, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo” (Tessalonicenses 5, 16-24).
 



 Quem tem Deus no coração deve estar sempre alegre. Esta carta de São Paulo é um dos primeiros escritos do Novo Testamento. Nela é revelado um grande segredo de Deus a nosso respeito, ou seja, nosso escudo e proteção contra a maldade e perversidade do mundo está na alegria. São Francisco de Assis também ensinou que a tristeza é filha predileta do demônio e mais, o maligno nada pode fazer com quem vive na alegria, ele tem ódio da alegria. Por isso, o maligno enche de entulhos de tristeza na vida do cristão para que se sinta derrotado e desista de ser alegre, pois a tristeza gera depressão e esta gera morte. Deus quer nos ver alegres. Vamos viver a alegria verdadeira que brota do coração de quem vive com amor. Nela tudo se transforma em oração, pois tudo é motivo de agradecer a Deus. “Se Deus é por nós, quem será contra nós” (São Paulo).

Meditação Diaria

 

sábado, 16 de dezembro de 2017

O QUE SERÁ QUE O ANIVERSARIANTE GOSTARIA?

  

Adoro meu aniversário e tudo que acontece por causa dele, em especial os muitos telefonemas, mensagens de texto, e-mails, congratulações no Facebook e cartões de felicitações que recebo de familiares e amigos. Naquele dia, sou o centro das atenções: saboreio meus pratos prediletos, vou aos lugares de minha preferência, faço o que tenho vontade. De um modo geral, as coisas acontecem como mais gosto. Adoro os mimos de aniversariante.

Sei de alguém que, infelizmente, é cada vez mais esquecido no aniversário. No mundo hoje, grande parte do Natal se reduziu a trabalho, compras e um evento para reunir os parentes. Sem dúvida, o nível de comemoração que toma o ar é elevado —muitas decorações, trocas de presentes, festas e muita agitação —, mas o espírito original do Natal foi grandemente substituído pelas “festas de fim de ano”.

Certa vez, li sobre uma criança que acompanhava sua avó a um shopping no Natal e ficou fascinada com as decorações, com os brinquedos e os muitos papais-noéis distribuídos no lugar. Depois de um tempo olhando tudo aquilo, voltou-se para a avó e perguntou com ingenuidade: “Onde está o Bebê Jesus?”

A pergunta da menina acertou a essência do problema. Em meio a todo o brilho e glamour dos natais modernos, é possível esquecer a razão da época? Quantos lembram que o Natal é o aniversário de Jesus e param para pensar no que Ele gostaria que fizéssemos para comemorá-lo?

Tenho certeza de que Ele reconhece o tempo e o esforço dedicados às decorações, à compra de presentes para os que amamos e tudo mais. Contudo, imagino que ficaria muito feliz se déssemos a Ele um presente de Natal!

Procurando ideias para presentear Jesus pelo dia do Seu nascimento? Considere estas opções:

Diga-Lhe quanto você O ama. É impossível exagerar na dose.

Expresse seu amor à sua família e amigos. Nunca se sabe quem mais precisa ouvir que é amado ou amada.

Ajude os pobres. Estenda a mão em Seu nome e divida com os que mais precisam o verdadeiro espírito de Natal.

Faça as pazes com aqueles de quem você tem mágoas.

—

Jeremias 29:11 (NVI-PT) Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.

Lucas 1:46-47 (NVI-PT)

Então disse Maria:

“Minha alma engrandece

ao Senhor

e o meu espírito se alegra

em Deus,

meu Salvador,

Mateus 2:2 (NVI-PT) e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.
Fonte: Devocional Diário.

 


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ESPERAR NO SENHOR


                                                                                                   Frase para refletir:

                                                              “Espero no Senhor com todo o meu ser, e na sua palavra ponho a minha esperança. Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã!” (Salmo 130 (129), 5-6).
Ainda dentro do tempo do Advento, os cristãos se exercitam na atitude cordial e alegre da espera. Esperam no Senhor com todo o seu ser, e na sua palavra. Trata-se de uma espera diferente de qualquer outra espera, pois existem muitas esperas e muitos modos de esperar. Esperamos pelo ônibus e pelo táxi. Esperamos o final do mês para receber o salário. Esperamos a chegada de alguém especial da família, vindo de um lugar distante e que há muito não o víamos. Esperamos o cumprimento das promessas feitas em tempos de eleição. Esperamos a chegada do nascimento de um bebê na maternidade. Esperamos um socorro, uma assistência, uma ajuda, um milagre etc.. Esperamos, enfim, pelo amanhã, pelo futuro, pelo que ainda não é.

A espera cristã no tempo do Advento é diferente. É Espera no Senhor. Não é a espera numa esperança. Nem tampouco diz respeito a uma espera pelo Senhor que vem um dia de um longínquo lugar e de um tempo futuro. Esperar no Senhor é já esperar Nele aqui e agora. Ele está no meio de nós. Esperar Nele é esperar para ver e experimentar o que Ele vai fazer. Como alguém que observa para aprender. Ao esperar Nele, aguardamos sua manifestação, o vir a ser de sua presença e de sua vontade em nós de uma forma mais real, mais forte, mais viva, mais plena e mais eficaz. Isso porque em geral obscurecemos sua presença em nós e no nosso modo de viver.

Esperar Nele é esperar em sua palavra, isto é, é ir deixando sua Palavra operar em nós com toda sua força e sabedoria até nos tornar semelhantes a Ele, sendo filhos como Ele é Filho. E só podemos ser filhos como Ele se Ele nos ensinar e mostrar. Esse modo de ser Filho, Ele nos revelou e nos ensina sempre de novo pela sua Palavra. Ao dar ouvido a Ela e esperar nos ensinamentos que ela produz, começa em nós o processo de surgimento e de revelação dos filhos de Deus. Daí ser uma espera cheia de atenção e dedicação, tal qual uma sentinela durante a noite aguardando a aurora.

A sentinela bíblica é alguém que não apenas espera e está atento as perigos ameaçadores que se aproximam do povo, mas é a atitude de cuidado de quem guarda algo precioso para não perdê-lo. Mais ou menos como diz o Salmo 127: “Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. No caso do Advento como atitude de espera da sentinela, é permitir que o Senhor mesmo nos guarde e nos construa no bem de Deus. É esperar que Ele como sentinela guarde sua cidade que somos nós enquanto edificação divina. Edificação divina na bondade, na alegria, na fraternidade, na justiça, na liberdade, na misericórdia, na ternura e no amor. Pois se não for Ele a edificar tudo isso em nós, em vão trabalhamos, em vão esperamos.

"Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza." 2 Coríntios 11:30

 

Pensamento: O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Paulo não era fraco, lembre-se tudo que ele enfrentou e como continuou a servir o Senhor. Mas ele sabia que mesmo com todo o seu treinamento e talento, ele não era habilidoso, inteligente ou forte o suficiente para fazer tudo que precisava ser feito a favor do Reino de Deus. E ele sabia que quando reconhecemos a nossa insuficiência, Deus transforma as nossas fraquezas e as usa poderosamente quando nos oferecemos a Ele

 

Oração: Querido Pai Celestial, obrigado por todas aquelas vezes em que o Senhor me fortaleceu quando estava sofrendo uma tribulação, deu-me sabedoria na hora da situação difícil ou me capacitou quando enfrentei situações e oportunidades maiores do que a minha habilidade conseguia realizar. Reconheço que o Senhor me salvou pela graça; mas cada dia em que Lhe sirvo sou lembrado de novo de que a sua graça continua a me impulsionar através do meu serviço ao Senhor. Obrigado, em nome de Jesus. Amém

Fonte: Devocional Diário.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O BRILHO DE DEUS QUE VEM

              
Frase para refletir:

 

                    Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra” (Salmo 85 (84), 10).
 
 
 
 
 
 
 
¨No início da Era Contemporânea uma proclamação de Nietzsche de que “Deus está morto” abalou a fé de muitas pessoas (e abala até hoje), ainda que ele estivesse falando, ecoando, e sintetizando a visão do modo como muitos o liam, sentiam e experimentavam a sua relação com Deus no início nessa época. Ao mesmo tempo, em decorrência dos sofrimentos causados a tantas vítimas inocentes na Primeira e Segunda Guerra Mundial, a pergunta que muitos levantaram e que ainda permanece é: “Onde está Deus?”. Isso virilizou como uma espécie de dúvida que ainda questiona até hoje sobre a existência ou não de Deus neste mundo. A questão e a dúvida, no entanto, não compreendem o Deus da Fé e a Fé no Deus da tradição religiosa, de modo particular, do Ocidente (Cristãos, Judeus e Muçulmanos).

Entre os Cristãos ainda mais, pois esses proclamam a Fé em um Deus encarnado na História. Essa Fé de que Deus está presente e atuante na História vem do Antigo Testamento e se plenificou no Novo Testamento com a vinda de Jesus no anúncio do Natal. Ele, de certa forma, ecoa os anúncios e promessas feitas no Antigo Testamento, como este do Salmista que diz que “Está perto a salvação dos que o temem”. Ele está perto, mas nem sempre é percebido como é e como age. Parafraseando é mais ou menos parecido com a história do casal em que a esposa teve um acidente e ficou com o semblante todo deformado. Ela ficou em coma e quando voltou do coma ficou sabendo que o marido ficara cego. Assim, os dois viveram muitos anos juntos. Ela “feia”, e ele cego. Quando ela morreu, descobriram que ele não era cego, mas fingira-se de cego para não deixar a esposa constrangida quanto ao seu acidente que deformara seu rosto. Na verdade, com Deus é a mesma coisa. Ele sempre esteve; sempre está e sempre estará conosco como salvação.

Por vezes, Ele se disfarça; se esconde, e dá a impressão de que não vê, não ouve, e não sabe nada a nosso respeito. O faz não como alguém que nos ignora, mas como quem ama. Não quer ser autoritário e nem invasivo. A questão de achar que Ele não nos vê, não nos ouve ou ignora é da nossa parte. Trata-se de nossa percepção e de nosso sensor de fé que é fraco e muito gasto. Os que o temem, o ouvem, o sentem, e o vêem, experimentam dia a dia o modo de sua presença e de sua salvação. Temer aqui nada tem a ver com medo, mas com um modo reverente e cuidadoso de deixar ser o outro, sem forçá-lo a ser como se deseja e espera. Esse modo de ser é respeitoso, livre, e jamais invasivo. Ele percebe e sente a proximidade do outro, ainda que o outro permaneça em silêncio e, aparentemente, “distante”.

 

É assim que os Cristãos percebem e se relacionam na Fé com a presença de Cristo e a sua salvação em suas vidas e na História. No Advento esperam nessa presença. Curtem e repercutem, temem e anseiam por sua manifestação no cotidiano banal de suas vidas e de toda a criação. E quando é Natal, se alegram e celebram o brilho e a manifestação dessa presença na nossa carne, na nossa humanidade. Esse brilho da presença do divino em Jesus Cristo em nós se chama Glória. Essa Glória é o brilho de Deus em seus amados filhos e filhas. Essa Glória habita em nossa terra. Terra é cada um de nós, pois foi do pó da terra que o homem foi criado (Gênesis 2,7). E foi nesta terra que Deus quis fazer tenda na sua encarnação. Então, podemos com toda confiança proclamar com o salmista, que a salvação (Jesus Cristo) está próxima dos que temem a Deus, e que sua Glória habita em nós, sua Terra Natal
Fonte: Meditação Diária

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

UMA NOVA REALIDADE PARA TODOS

                                                                             
                                                                    
                                                                
Frase para refletir:

                                 “A criação geme e sofre em dores de parto até agora e nós também gememos em nosso íntimo esperando a libertação” (Carta de São Paulo aos Romanos 8, 18-23).
 
 
 
O advento em que os Cristãos esperam é uma forma de gravidez espiritual, à semelhança de uma mulher grávida, que já portam em seu seio a realidade que esperam. Nessa gravidez, o futuro já está presente, e o presente já preconiza o futuro. No íntimo de cada um que vive essa espera, há um gemido de dor e alegria pela expectativa do que já é e do que virá. É um gemido não de desespero e agonia, mas de desejo que tudo se cumpra, conforme foi gestado e prometido, pois o que foi gestado e prometido é que constitui a fonte de alegria e libertação para quem espera.
Os Cristãos que gestam a Palavra de Deus em sua alma, em seu espírito, e em seu coração, anseiam profundamente por essa libertação e alegria que se dá através de um novo nascimento a cada natal. Nascimento de um novo ser que são eles mesmos em Cristo, e de Cristo neles. E em Cristo, por Cristo e com Cristo, anseiam, também, pela renovação de tudo o que existe. Ou seja, desejam não apenas serem criaturas novas, mas desejam ardentemente que tudo no Universo se torne novo a partir daquele que tem o poder de tornar novo tudo o que existe.
Nessa renovação e recriação pode ser inclusa aqui as famílias, a sociedade civil, o mundo com tudo o que nele existe, e toda a criação com suas criaturas. Para ser novo, tudo e todos precisam, de certa forma, serem gestados a partir daquilo ou Daquele que é o único que pode tornar novo e nova todas as coisas. Eis a razão pela qual toda a criação geme e sofre em dores de parto até agora esperando a libertação. Essa libertação vem e se instaura no mundo; vinda a todos os homens e mulheres que foram nascidos e renascidos em Cristo Jesus, ou melhor, que se abriram à sua mensagem salvadora e libertadora, estando unidos a Ele. Tudo no mundo e no Universo inteiro espera o momento dessa revelação dos Filhos de Deus em Jesus Cristo, dos nascidos Nele, por Ele e para Ele, por obra do Pai com Seu Espírito Santo. Assim sendo, o Natal cristão é a festa dessa manifestação que vem de uma gravidez e de um parto, ora sofrido e gemido por causa das resistências a esse nascimento, ora feliz e jubiloso, por causa daquilo que traz consigo em benefício de um novo tempo e de uma nova realidade para todos os que anseiam por libertação
"Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece." Filipenses 4:12-13
 
Pensamento: A vida é cheia de altos e baixos. Muitas coisas que consideramos preciosas podem ser tocadas pela morte, desastre e deterioração. O que temos que é certo? Em quem podemos ter segurança? Aonde achamos o poder para viver vitoriosamente em tempos bons e difíceis? No Senhor que nos dá força!
 
Oração: Ó Senhor Deus, Pai de toda criação, confesso que minha vida e as circunstâncias nas quais tento viver estão além da minha habilidade de controlar. Agradeço-lhe por estar presente para me confortar, proteger, guiar e dar poder para encarar cada situação com confiança e segurança. Pelo fato de o Senhor estar comigo, ó Pastor amoroso, sei que terei tudo que preciso para viver vitoriosamente para o Senhor, até o dia em que vou compartilhar da sua glória junto ao Senhor Fonte: Devocional Diário.
 
 
 
 
 


 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A GRAÇA DE ADVENTO


 
 
 
 
                                                             
                                                                     Frase para refletir:
 
 
 
“Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a 
Tempo de advento é aquele onde os cristãos se “engravidam” da Palavra de Deus para gerarem o Cristo em suas vidas e em seu testemunho. O Natal é fruto pessoal e coletivo, ou melhor, comunitário dessa experiência naqueles que professam essa fé. O testemunho dessa experiência se expressa em palavras, em gestos, e em símbolos. No entanto, ocorre de uns tempos para cá de muitos cristãos se encolherem e se intimidarem nas suas expressões espirituais e materiais do Natal, por causa da guerra declarada que se tem feito ao seu credo, à sua fé, aos seus valores, e aos seus símbolos.
Se em tempos anteriores as casas e cidades eram iluminadas com enfeites natalinos: luzes, árvores, presépios, cruzes etc., para expressar sua ligação com o divino, com as verdades bíblicas e as tradições religiosas de séculos e milênios, agora aos poucos isso vai silenciando e se apagando notoriamente. Tal silêncio, às vezes, parece refletir medo e vergonha de expressar sua fé por meio de símbolos religiosos e culturais. Além disso, atrás de tudo está uma perseguição que se implantou em todas as épocas históricas, mas, hoje, particularmente, aos cristãos. Perseguição ora explícita, ora camuflada, nas redes sociais e em muitos países onde os cristãos são a minoria.
A perseguição que um dia se fez em Jesus Cristo, e que o levou ao madeiro da Cruz, agora se renova nos cristãos, cumprindo-se a voz da profecia: “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós”.
 Essa perseguição se faz em forma de ataques aos valores cristãos nos bastidores da política e das redes sociais. De forma direta nos recintos das famílias, e aos jovens e crianças. Enquanto os cristãos defendem os valores da família, e o direito dos fetos, das crianças, dos jovens, das mulheres e dos pobres, uma avalanche de críticas e maledicência é lançado sobre eles. Como se defender o direito à vida fosse um crime. Nesse ritmo, chegará o dia em que se proclamar cristão será pedir para cavar a própria sentença de morte, assim como Cristo.
Aliás, não há que esperar menos, pois o cristão já na raiz de seu nome leva a semelhança e as características do nome de seu mestre, fazendo valer o dito de tal mestre, tais discípulos. A perseguição, porém, por mais cruel e sutil que seja, deve levar os cristão a darem testemunho da verdade, do amor e da liberdade dos filhos de Deus, tal qual o fez seu mestre. Por isso, ainda que em pequenos símbolos e gestos caçados, banalizados, e ridicularizados por tantos, o cristão é chamado a dar testemunho em meio à perseguição, pois é, também, de dentro desse contexto que ele renova em si o sentido da celebração natalina, que é o da sua identificação com Cristo em tudo.
Talvez, toda a rejeição aos cristãos do passado e de hoje, e aos seus símbolos religiosos, sejam apenas mais uma amostra e uma provocação para que eles se identifiquem ainda mais ao Cristo que seguem incondicionalmente. A esse Cristo que no nascimento e na morte não encontrou lugar e acolhida entre aqueles que simbolicamente vivem entre os muros da cidade, mas fora dele. Pois estar dentro dos muros é, nesse sentido, estar fechado em si mesmo, barrando a ação da graça de Deus
"E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome. E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus." Lucas 4:2-4
 
Pensamento: Jesus esteve 40 dias no deserto, e o tempo todo foi tentado pelo diabo, mas somente quando teve fome, o diabo deu a sua maior investida. O inimigo é assim, ele espera a hora certa para atacar, geralmente no momento de maior fraqueza da nossa carne. Sua estratégia é basicamente desafiar nossa capacidade, nos incentivando a usar os recursos que temos disponíveis no momento para uma solução imediata dos problemas... No entanto, sua intenção é desviar nosso olhar das conseqüências, seu objetivo é nos conduzir ao erro mostrando um caminho aparentemente mais curto, mais que no final nos desviará do propósito do Senhor.
 
Oração: Pai querido, dá-me olhos atentos e vigilantes para as armadilhas do inimigo, ajuda-me a identificar as estratégias do inimigo, para que eu não venha me desviar dos caminhos do Senhor. Ensina-me a vencer as tentações, através da oração e do jejum que me conduzem a santificação. Derrama seu Espírito sobre mim, para que eu esteja cada dia mais afastado das obras da carne. Eu oro em nome de Jesus. Amém.Fonte: Devocional Dário.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O profeta Isaías e vinda do Senhor




Frase para refletir:

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Profeta
Isaías 41,10).
 
 

 

 

 

Isaías se tornou profeta depois de uma visão que teve do trono de Javé e nesta visão um anjo coloca em sua boca brasas oriundas do altar para purificar sua boca e assim poder anunciar as coisas de Deus (Javé). Depois uma voz ordena que ele anuncie a todo o povo conforme a inspiração Divina. O tempo era de perseguição. Nos primeiros capítulos ele denuncia que muito do que está ocorrendo é consequência das transgressões e pecados do próprio povo. Na segunda parte anuncia a esperança pela vinda do Messias (um servo sofredor). Isaías nos faz pensar em nossas transgressões, e pedir perdão por elas e assim nos prepara para a vinda do Messias Jesus, que veio e vem em todo o Natal para nos confortar.

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." Filipenses 4:7

 

Pensamento: A paz de Deus !!! Só de pensar, da pra imaginar que não é uma paz qualquer, é a paz de Deus !!! E se ela excede todo o entendimento, então significa que está acima do que somos capazes de imaginar. E a promessa é, que esta paz, guardará nosso coração, que são as emoções, e nossa mente, que são nossos pensamentos. Por isso devemos crer e pedir a Deus para que tudo aquilo que causa transtorno em nossas emoções e pensamentos sejam afastados de nós, pois não estão de acordo com Sua palavra.Oração: Senhor Deus, obrigado por esta promessa, mas gostaria de dizer que muitas vezes isso não tem se cumprido em minha vida. Nem sempre Sua paz está presente no meu coração e na minha mente. Então peço em nome de Jesus, que por favor o Senhor faça cumprir Sua Palavra, e afaste de mim todo pensamento e todo sentimento que têm me causado opressão, tristeza, desânimo e angustia. Eu oro em nome de Jesus. Amém

Fonte: Devocional Diário.                                                 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

EXERCICIO DA ESPERA

Frase para refletir:
“O que prevemos raramente ocorre; o que menos esperamos geralmente acontece” (Benjamin Disraeli, político e escritor britânico, 1804 – 1881).
O Tempo do Advento, em preparação ao Natal cristão, é entendido como tempo de espera.
 É uma espera serena e confiante nas bases da Fé. Espera-se o inesperado. Daí, o preceito da vigilância, pois tudo acontece como dádiva, como surpresa e como presente. Presente enquanto uma presença que vem a nós. Vem a nós não porque está distante ou fora de nós. Mas, porque irrompe em nós quando menos esperamos. Essa irrupção não depende de nossas prevenções e cálculos. Na dimensão da Fé, o cálculo e a prevenção mais atrapalham do que ajudam. Trata-se da graça de um encontro que já se deu na História, que sempre se dá e sempre se dará naqueles que vivem nessa e dessa dimensão da Fé.
Tal encontro se renova a cada Natal. É o encontro com o Deus que se faz humano e nos irmana e humaniza. Para estar na graça desse encontro, o mais importante não é o que fazemos, mas o não fazer nada, apenas receber. Só que para receber precisamos fazer muito, visto que em nós, comumente, a capacidade de recepção está ofuscada e oprimida pelos cálculos, pela impaciência, pela pressa, pelos muitos afazeres que anuviam o Divino em nós. Sobretudo, pelos tantos conceitos, preconceitos, compreensões e incompreensões acerca do Divino em nós, na história e no universo. Todas essas coisas fazem com que saibamos muito sobre Deus, mas nada acerca de Deus. Fazem com que tenhamos um modo de ser que precisa saber e controlar tudo, até o saber e o não saber sobre quem é Deus e quem Ele não é. Controlar como ele pensa, sente, age etc.. E quando nada disso se encaixa em nossos cálculos, o ateísmo, a indiferença, a revolta, o ódio e até a perseguição religiosa a si mesmo e aos outros, sob tantas formas e requintes, se instaura no mundo.
Dessa forma, passamos a rejeitar e a condenar toda e qualquer forma de expressão religiosa no mundo que aponte ou expresse o Divino. O Advento que nos prepara para o Natal cristão é sempre de novo essa graça e esse desafio de nos desnudar desse modo calculista, frio e controlador de lidar com a Fé e a não fé, deixando ser o que o Divino é, não o que queremos que seja, pois na história, todas as vezes que tentamos controlar o Divino em nós e fora de nós, incorremos em idolatria, guerras, dogmatismos e fundamentalismos religiosos e ateus, jamais em Fé ou religiosidade.
O Advento é um convite ao exercício da espera, jamais ao controle. Esperar para receber. E para receber a melhor atitude é aguardar o inesperado, pois como diz Paulo em I Coríntios 2,10-11: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”. No Advento tenhamos essa docilidade e abertura ao Espírito, para receber em plenitude essa revelação sempre antiga e sempre nova da Boa Notícia da Palavra de Deus. Essa Boa Notícia abre nossos olhos, nossos ouvidos, nosso coração e todo o nosso ser para compreender e amar a nós mesmos, o outro, a vida, o mundo, enfim, tudo o que existe, na sua verdade e profundidade maior.
O inesperado disso é que não vem de nós mesmos, mas de uma revelação aos que se colocam na atitude de receber. Receber o que já aconteceu, acontece e acontecerá sempre a cada Natal. Será que não está aí o desafio de expectativa ao inesperado para o qual nos encaminha o tempo do Advento? Isto é, o de deixar ser a realização das palavras bem cunhadas de I João 3,2 quando diz: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”. O Advento nos prepara para essa visão e realização que está fora de nosso controle. É pura graça de um encontro e reencontro natalino.
Fonte: Meditação Diária



 
 


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

VONTADE DE DEUS

                                              
Frase para refletir:

“Eis a serva do Senhor, cumpra-se em mim a tua Palavra” (Evangelho de Lucas 1, 38).

 A “Palavra” se fez existência. Essas palavras do Evangelho foram proclamadas por Maria, a mãe de Jesus, por ocasião do anúncio do anjo de que ela seria a mãe do Salvador. Ela se dispõe a ser serva do Criador para que através dela a Palavra Divina assuma forma humana. Ou, melhor, a Palavra Divina encontra em seu corpo, em sua alma, em seu coração, em seus pensamentos, em seus sentimentos, em seu útero, um espaço para se cumprir. Cumprir é no sentido de encher, preencher e satisfazer. Satisfazer enquanto chegar a um fazer que baste, e onde tudo está repleto, pleno, no ponto, sem tirar e nem acrescentar mais nada. A Palavra que deseja chegar ao seu pleno cumprimento é mais do que um som que procede da boca de Deus. É o próprio Ser de Deus se doando para preencher e satisfazer tudo o que se encontra insatisfeito e carente de plenitude, pois nada neste mundo é capaz de satisfazer e “plenificar” (tornar pleno, completo) as criaturas a não ser o Criador Ele mesmo.

É nesse sentido, que Santa Tereza D’Ávila dizia que “Quem a Deus tem; Nada lhe falta: Só Deus basta”. Colocar-se à disposição, de forma livre e aberta a essa Palavra, é o trabalho do servo. Servo não enquanto aquele que faz por obrigação e por imposição, mas por gratidão e reconhecimento da grandeza e do Poder dessa Palavra. O servo, no caso, cuida e se empenha ao máximo para que a Palavra se cumpra em sua vida com toda a sua força de penetração e realização. Cuida se esforçando para que tudo o que é obstáculo e resistência á ação e cumprimento da Palavra em sua existência sejam desobstruídos e afastados. Entra, assim, num movimento de despojamento a tudo o que possa constituir um “emudecimento” (silêncio) ou amordaçamento da Palavra. O tempo do advento que prepara os Cristãos para o Natal, é por excelência, tempo de escuta atenta e abertura à Palavra de Deus, à sua ação plena aos que creem no cumprimento de suas promessas.

E a Palavra de Deus não é apenas um livro ou um texto Sagrado. Ela é Pessoa. A Pessoa do Filho de Deus, do Verbo encarnado, que veio cumprir a Vontade do Pai. Da mesma forma, a Palavra de Deus se realiza em nós quando a Vontade do Pai é cumprida. Vontade do Pai aqui não deve ser entendida como fazer o que Deus quer, mas ter em nós a Vontade que Deus, o Pai, tem. Jesus é aquele que mostrou para nós o que é a Vontade de Deus, ou melhor, o modo como a Vontade do Pai é e atua. Uma vez que a Vontade do Pai é o que Ele tem de melhor (como alguém que tem vontade de ser o maior especialista em tecnologia no mundo, e não pode fazer isso sem o uso da vontade), então, ter a Vontade de Deus em nós é sempre buscar realizar o melhor que há em todos os sentidos, a partir da vontade. Tempo de Advento é o treino que fazemos em nós mesmos para aprender a realizar a Vontade de Deus. Essa Vontade se cumpre em nós pelo exercício da escuta e do deixar cumprir-se em nós a Palavra de Deus, assim como o fez Maria. O fazemos nos tornando servos da Palavra, estando sempre à disposição de suas exigências e de sua manifestação. Quem sabe dessa boa disposição à Palavra, algo como uma gestação, como um novo princípio capaz de inaugurar, de dar sentido, de conduzir, de preencher e plenificar toda a nossa existência, então se faça. Esse princípio e fim de nossa existência é que no tempo do Advento é gestado nos servos e servas de Deus como o Filho muito amado de Deus, Jesus Cristo. Ele é a Palavra que se cumpre em nossa humanidade Devocional Diário.