sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ESPERAR NO SENHOR


                                                                                                   Frase para refletir:

                                                              “Espero no Senhor com todo o meu ser, e na sua palavra ponho a minha esperança. Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã!” (Salmo 130 (129), 5-6).
Ainda dentro do tempo do Advento, os cristãos se exercitam na atitude cordial e alegre da espera. Esperam no Senhor com todo o seu ser, e na sua palavra. Trata-se de uma espera diferente de qualquer outra espera, pois existem muitas esperas e muitos modos de esperar. Esperamos pelo ônibus e pelo táxi. Esperamos o final do mês para receber o salário. Esperamos a chegada de alguém especial da família, vindo de um lugar distante e que há muito não o víamos. Esperamos o cumprimento das promessas feitas em tempos de eleição. Esperamos a chegada do nascimento de um bebê na maternidade. Esperamos um socorro, uma assistência, uma ajuda, um milagre etc.. Esperamos, enfim, pelo amanhã, pelo futuro, pelo que ainda não é.

A espera cristã no tempo do Advento é diferente. É Espera no Senhor. Não é a espera numa esperança. Nem tampouco diz respeito a uma espera pelo Senhor que vem um dia de um longínquo lugar e de um tempo futuro. Esperar no Senhor é já esperar Nele aqui e agora. Ele está no meio de nós. Esperar Nele é esperar para ver e experimentar o que Ele vai fazer. Como alguém que observa para aprender. Ao esperar Nele, aguardamos sua manifestação, o vir a ser de sua presença e de sua vontade em nós de uma forma mais real, mais forte, mais viva, mais plena e mais eficaz. Isso porque em geral obscurecemos sua presença em nós e no nosso modo de viver.

Esperar Nele é esperar em sua palavra, isto é, é ir deixando sua Palavra operar em nós com toda sua força e sabedoria até nos tornar semelhantes a Ele, sendo filhos como Ele é Filho. E só podemos ser filhos como Ele se Ele nos ensinar e mostrar. Esse modo de ser Filho, Ele nos revelou e nos ensina sempre de novo pela sua Palavra. Ao dar ouvido a Ela e esperar nos ensinamentos que ela produz, começa em nós o processo de surgimento e de revelação dos filhos de Deus. Daí ser uma espera cheia de atenção e dedicação, tal qual uma sentinela durante a noite aguardando a aurora.

A sentinela bíblica é alguém que não apenas espera e está atento as perigos ameaçadores que se aproximam do povo, mas é a atitude de cuidado de quem guarda algo precioso para não perdê-lo. Mais ou menos como diz o Salmo 127: “Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. No caso do Advento como atitude de espera da sentinela, é permitir que o Senhor mesmo nos guarde e nos construa no bem de Deus. É esperar que Ele como sentinela guarde sua cidade que somos nós enquanto edificação divina. Edificação divina na bondade, na alegria, na fraternidade, na justiça, na liberdade, na misericórdia, na ternura e no amor. Pois se não for Ele a edificar tudo isso em nós, em vão trabalhamos, em vão esperamos.

"Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza." 2 Coríntios 11:30

 

Pensamento: O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Paulo não era fraco, lembre-se tudo que ele enfrentou e como continuou a servir o Senhor. Mas ele sabia que mesmo com todo o seu treinamento e talento, ele não era habilidoso, inteligente ou forte o suficiente para fazer tudo que precisava ser feito a favor do Reino de Deus. E ele sabia que quando reconhecemos a nossa insuficiência, Deus transforma as nossas fraquezas e as usa poderosamente quando nos oferecemos a Ele

 

Oração: Querido Pai Celestial, obrigado por todas aquelas vezes em que o Senhor me fortaleceu quando estava sofrendo uma tribulação, deu-me sabedoria na hora da situação difícil ou me capacitou quando enfrentei situações e oportunidades maiores do que a minha habilidade conseguia realizar. Reconheço que o Senhor me salvou pela graça; mas cada dia em que Lhe sirvo sou lembrado de novo de que a sua graça continua a me impulsionar através do meu serviço ao Senhor. Obrigado, em nome de Jesus. Amém

Fonte: Devocional Diário.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O BRILHO DE DEUS QUE VEM

              
Frase para refletir:

 

                    Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra” (Salmo 85 (84), 10).
 
 
 
 
 
 
 
¨No início da Era Contemporânea uma proclamação de Nietzsche de que “Deus está morto” abalou a fé de muitas pessoas (e abala até hoje), ainda que ele estivesse falando, ecoando, e sintetizando a visão do modo como muitos o liam, sentiam e experimentavam a sua relação com Deus no início nessa época. Ao mesmo tempo, em decorrência dos sofrimentos causados a tantas vítimas inocentes na Primeira e Segunda Guerra Mundial, a pergunta que muitos levantaram e que ainda permanece é: “Onde está Deus?”. Isso virilizou como uma espécie de dúvida que ainda questiona até hoje sobre a existência ou não de Deus neste mundo. A questão e a dúvida, no entanto, não compreendem o Deus da Fé e a Fé no Deus da tradição religiosa, de modo particular, do Ocidente (Cristãos, Judeus e Muçulmanos).

Entre os Cristãos ainda mais, pois esses proclamam a Fé em um Deus encarnado na História. Essa Fé de que Deus está presente e atuante na História vem do Antigo Testamento e se plenificou no Novo Testamento com a vinda de Jesus no anúncio do Natal. Ele, de certa forma, ecoa os anúncios e promessas feitas no Antigo Testamento, como este do Salmista que diz que “Está perto a salvação dos que o temem”. Ele está perto, mas nem sempre é percebido como é e como age. Parafraseando é mais ou menos parecido com a história do casal em que a esposa teve um acidente e ficou com o semblante todo deformado. Ela ficou em coma e quando voltou do coma ficou sabendo que o marido ficara cego. Assim, os dois viveram muitos anos juntos. Ela “feia”, e ele cego. Quando ela morreu, descobriram que ele não era cego, mas fingira-se de cego para não deixar a esposa constrangida quanto ao seu acidente que deformara seu rosto. Na verdade, com Deus é a mesma coisa. Ele sempre esteve; sempre está e sempre estará conosco como salvação.

Por vezes, Ele se disfarça; se esconde, e dá a impressão de que não vê, não ouve, e não sabe nada a nosso respeito. O faz não como alguém que nos ignora, mas como quem ama. Não quer ser autoritário e nem invasivo. A questão de achar que Ele não nos vê, não nos ouve ou ignora é da nossa parte. Trata-se de nossa percepção e de nosso sensor de fé que é fraco e muito gasto. Os que o temem, o ouvem, o sentem, e o vêem, experimentam dia a dia o modo de sua presença e de sua salvação. Temer aqui nada tem a ver com medo, mas com um modo reverente e cuidadoso de deixar ser o outro, sem forçá-lo a ser como se deseja e espera. Esse modo de ser é respeitoso, livre, e jamais invasivo. Ele percebe e sente a proximidade do outro, ainda que o outro permaneça em silêncio e, aparentemente, “distante”.

 

É assim que os Cristãos percebem e se relacionam na Fé com a presença de Cristo e a sua salvação em suas vidas e na História. No Advento esperam nessa presença. Curtem e repercutem, temem e anseiam por sua manifestação no cotidiano banal de suas vidas e de toda a criação. E quando é Natal, se alegram e celebram o brilho e a manifestação dessa presença na nossa carne, na nossa humanidade. Esse brilho da presença do divino em Jesus Cristo em nós se chama Glória. Essa Glória é o brilho de Deus em seus amados filhos e filhas. Essa Glória habita em nossa terra. Terra é cada um de nós, pois foi do pó da terra que o homem foi criado (Gênesis 2,7). E foi nesta terra que Deus quis fazer tenda na sua encarnação. Então, podemos com toda confiança proclamar com o salmista, que a salvação (Jesus Cristo) está próxima dos que temem a Deus, e que sua Glória habita em nós, sua Terra Natal
Fonte: Meditação Diária

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

UMA NOVA REALIDADE PARA TODOS

                                                                             
                                                                    
                                                                
Frase para refletir:

                                 “A criação geme e sofre em dores de parto até agora e nós também gememos em nosso íntimo esperando a libertação” (Carta de São Paulo aos Romanos 8, 18-23).
 
 
 
O advento em que os Cristãos esperam é uma forma de gravidez espiritual, à semelhança de uma mulher grávida, que já portam em seu seio a realidade que esperam. Nessa gravidez, o futuro já está presente, e o presente já preconiza o futuro. No íntimo de cada um que vive essa espera, há um gemido de dor e alegria pela expectativa do que já é e do que virá. É um gemido não de desespero e agonia, mas de desejo que tudo se cumpra, conforme foi gestado e prometido, pois o que foi gestado e prometido é que constitui a fonte de alegria e libertação para quem espera.
Os Cristãos que gestam a Palavra de Deus em sua alma, em seu espírito, e em seu coração, anseiam profundamente por essa libertação e alegria que se dá através de um novo nascimento a cada natal. Nascimento de um novo ser que são eles mesmos em Cristo, e de Cristo neles. E em Cristo, por Cristo e com Cristo, anseiam, também, pela renovação de tudo o que existe. Ou seja, desejam não apenas serem criaturas novas, mas desejam ardentemente que tudo no Universo se torne novo a partir daquele que tem o poder de tornar novo tudo o que existe.
Nessa renovação e recriação pode ser inclusa aqui as famílias, a sociedade civil, o mundo com tudo o que nele existe, e toda a criação com suas criaturas. Para ser novo, tudo e todos precisam, de certa forma, serem gestados a partir daquilo ou Daquele que é o único que pode tornar novo e nova todas as coisas. Eis a razão pela qual toda a criação geme e sofre em dores de parto até agora esperando a libertação. Essa libertação vem e se instaura no mundo; vinda a todos os homens e mulheres que foram nascidos e renascidos em Cristo Jesus, ou melhor, que se abriram à sua mensagem salvadora e libertadora, estando unidos a Ele. Tudo no mundo e no Universo inteiro espera o momento dessa revelação dos Filhos de Deus em Jesus Cristo, dos nascidos Nele, por Ele e para Ele, por obra do Pai com Seu Espírito Santo. Assim sendo, o Natal cristão é a festa dessa manifestação que vem de uma gravidez e de um parto, ora sofrido e gemido por causa das resistências a esse nascimento, ora feliz e jubiloso, por causa daquilo que traz consigo em benefício de um novo tempo e de uma nova realidade para todos os que anseiam por libertação
"Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece." Filipenses 4:12-13
 
Pensamento: A vida é cheia de altos e baixos. Muitas coisas que consideramos preciosas podem ser tocadas pela morte, desastre e deterioração. O que temos que é certo? Em quem podemos ter segurança? Aonde achamos o poder para viver vitoriosamente em tempos bons e difíceis? No Senhor que nos dá força!
 
Oração: Ó Senhor Deus, Pai de toda criação, confesso que minha vida e as circunstâncias nas quais tento viver estão além da minha habilidade de controlar. Agradeço-lhe por estar presente para me confortar, proteger, guiar e dar poder para encarar cada situação com confiança e segurança. Pelo fato de o Senhor estar comigo, ó Pastor amoroso, sei que terei tudo que preciso para viver vitoriosamente para o Senhor, até o dia em que vou compartilhar da sua glória junto ao Senhor Fonte: Devocional Diário.
 
 
 
 
 


 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A GRAÇA DE ADVENTO


 
 
 
 
                                                             
                                                                     Frase para refletir:
 
 
 
“Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a 
Tempo de advento é aquele onde os cristãos se “engravidam” da Palavra de Deus para gerarem o Cristo em suas vidas e em seu testemunho. O Natal é fruto pessoal e coletivo, ou melhor, comunitário dessa experiência naqueles que professam essa fé. O testemunho dessa experiência se expressa em palavras, em gestos, e em símbolos. No entanto, ocorre de uns tempos para cá de muitos cristãos se encolherem e se intimidarem nas suas expressões espirituais e materiais do Natal, por causa da guerra declarada que se tem feito ao seu credo, à sua fé, aos seus valores, e aos seus símbolos.
Se em tempos anteriores as casas e cidades eram iluminadas com enfeites natalinos: luzes, árvores, presépios, cruzes etc., para expressar sua ligação com o divino, com as verdades bíblicas e as tradições religiosas de séculos e milênios, agora aos poucos isso vai silenciando e se apagando notoriamente. Tal silêncio, às vezes, parece refletir medo e vergonha de expressar sua fé por meio de símbolos religiosos e culturais. Além disso, atrás de tudo está uma perseguição que se implantou em todas as épocas históricas, mas, hoje, particularmente, aos cristãos. Perseguição ora explícita, ora camuflada, nas redes sociais e em muitos países onde os cristãos são a minoria.
A perseguição que um dia se fez em Jesus Cristo, e que o levou ao madeiro da Cruz, agora se renova nos cristãos, cumprindo-se a voz da profecia: “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós”.
 Essa perseguição se faz em forma de ataques aos valores cristãos nos bastidores da política e das redes sociais. De forma direta nos recintos das famílias, e aos jovens e crianças. Enquanto os cristãos defendem os valores da família, e o direito dos fetos, das crianças, dos jovens, das mulheres e dos pobres, uma avalanche de críticas e maledicência é lançado sobre eles. Como se defender o direito à vida fosse um crime. Nesse ritmo, chegará o dia em que se proclamar cristão será pedir para cavar a própria sentença de morte, assim como Cristo.
Aliás, não há que esperar menos, pois o cristão já na raiz de seu nome leva a semelhança e as características do nome de seu mestre, fazendo valer o dito de tal mestre, tais discípulos. A perseguição, porém, por mais cruel e sutil que seja, deve levar os cristão a darem testemunho da verdade, do amor e da liberdade dos filhos de Deus, tal qual o fez seu mestre. Por isso, ainda que em pequenos símbolos e gestos caçados, banalizados, e ridicularizados por tantos, o cristão é chamado a dar testemunho em meio à perseguição, pois é, também, de dentro desse contexto que ele renova em si o sentido da celebração natalina, que é o da sua identificação com Cristo em tudo.
Talvez, toda a rejeição aos cristãos do passado e de hoje, e aos seus símbolos religiosos, sejam apenas mais uma amostra e uma provocação para que eles se identifiquem ainda mais ao Cristo que seguem incondicionalmente. A esse Cristo que no nascimento e na morte não encontrou lugar e acolhida entre aqueles que simbolicamente vivem entre os muros da cidade, mas fora dele. Pois estar dentro dos muros é, nesse sentido, estar fechado em si mesmo, barrando a ação da graça de Deus
"E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome. E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus." Lucas 4:2-4
 
Pensamento: Jesus esteve 40 dias no deserto, e o tempo todo foi tentado pelo diabo, mas somente quando teve fome, o diabo deu a sua maior investida. O inimigo é assim, ele espera a hora certa para atacar, geralmente no momento de maior fraqueza da nossa carne. Sua estratégia é basicamente desafiar nossa capacidade, nos incentivando a usar os recursos que temos disponíveis no momento para uma solução imediata dos problemas... No entanto, sua intenção é desviar nosso olhar das conseqüências, seu objetivo é nos conduzir ao erro mostrando um caminho aparentemente mais curto, mais que no final nos desviará do propósito do Senhor.
 
Oração: Pai querido, dá-me olhos atentos e vigilantes para as armadilhas do inimigo, ajuda-me a identificar as estratégias do inimigo, para que eu não venha me desviar dos caminhos do Senhor. Ensina-me a vencer as tentações, através da oração e do jejum que me conduzem a santificação. Derrama seu Espírito sobre mim, para que eu esteja cada dia mais afastado das obras da carne. Eu oro em nome de Jesus. Amém.Fonte: Devocional Dário.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O profeta Isaías e vinda do Senhor




Frase para refletir:

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Profeta
Isaías 41,10).
 
 

 

 

 

Isaías se tornou profeta depois de uma visão que teve do trono de Javé e nesta visão um anjo coloca em sua boca brasas oriundas do altar para purificar sua boca e assim poder anunciar as coisas de Deus (Javé). Depois uma voz ordena que ele anuncie a todo o povo conforme a inspiração Divina. O tempo era de perseguição. Nos primeiros capítulos ele denuncia que muito do que está ocorrendo é consequência das transgressões e pecados do próprio povo. Na segunda parte anuncia a esperança pela vinda do Messias (um servo sofredor). Isaías nos faz pensar em nossas transgressões, e pedir perdão por elas e assim nos prepara para a vinda do Messias Jesus, que veio e vem em todo o Natal para nos confortar.

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." Filipenses 4:7

 

Pensamento: A paz de Deus !!! Só de pensar, da pra imaginar que não é uma paz qualquer, é a paz de Deus !!! E se ela excede todo o entendimento, então significa que está acima do que somos capazes de imaginar. E a promessa é, que esta paz, guardará nosso coração, que são as emoções, e nossa mente, que são nossos pensamentos. Por isso devemos crer e pedir a Deus para que tudo aquilo que causa transtorno em nossas emoções e pensamentos sejam afastados de nós, pois não estão de acordo com Sua palavra.Oração: Senhor Deus, obrigado por esta promessa, mas gostaria de dizer que muitas vezes isso não tem se cumprido em minha vida. Nem sempre Sua paz está presente no meu coração e na minha mente. Então peço em nome de Jesus, que por favor o Senhor faça cumprir Sua Palavra, e afaste de mim todo pensamento e todo sentimento que têm me causado opressão, tristeza, desânimo e angustia. Eu oro em nome de Jesus. Amém

Fonte: Devocional Diário.                                                 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

EXERCICIO DA ESPERA

Frase para refletir:
“O que prevemos raramente ocorre; o que menos esperamos geralmente acontece” (Benjamin Disraeli, político e escritor britânico, 1804 – 1881).
O Tempo do Advento, em preparação ao Natal cristão, é entendido como tempo de espera.
 É uma espera serena e confiante nas bases da Fé. Espera-se o inesperado. Daí, o preceito da vigilância, pois tudo acontece como dádiva, como surpresa e como presente. Presente enquanto uma presença que vem a nós. Vem a nós não porque está distante ou fora de nós. Mas, porque irrompe em nós quando menos esperamos. Essa irrupção não depende de nossas prevenções e cálculos. Na dimensão da Fé, o cálculo e a prevenção mais atrapalham do que ajudam. Trata-se da graça de um encontro que já se deu na História, que sempre se dá e sempre se dará naqueles que vivem nessa e dessa dimensão da Fé.
Tal encontro se renova a cada Natal. É o encontro com o Deus que se faz humano e nos irmana e humaniza. Para estar na graça desse encontro, o mais importante não é o que fazemos, mas o não fazer nada, apenas receber. Só que para receber precisamos fazer muito, visto que em nós, comumente, a capacidade de recepção está ofuscada e oprimida pelos cálculos, pela impaciência, pela pressa, pelos muitos afazeres que anuviam o Divino em nós. Sobretudo, pelos tantos conceitos, preconceitos, compreensões e incompreensões acerca do Divino em nós, na história e no universo. Todas essas coisas fazem com que saibamos muito sobre Deus, mas nada acerca de Deus. Fazem com que tenhamos um modo de ser que precisa saber e controlar tudo, até o saber e o não saber sobre quem é Deus e quem Ele não é. Controlar como ele pensa, sente, age etc.. E quando nada disso se encaixa em nossos cálculos, o ateísmo, a indiferença, a revolta, o ódio e até a perseguição religiosa a si mesmo e aos outros, sob tantas formas e requintes, se instaura no mundo.
Dessa forma, passamos a rejeitar e a condenar toda e qualquer forma de expressão religiosa no mundo que aponte ou expresse o Divino. O Advento que nos prepara para o Natal cristão é sempre de novo essa graça e esse desafio de nos desnudar desse modo calculista, frio e controlador de lidar com a Fé e a não fé, deixando ser o que o Divino é, não o que queremos que seja, pois na história, todas as vezes que tentamos controlar o Divino em nós e fora de nós, incorremos em idolatria, guerras, dogmatismos e fundamentalismos religiosos e ateus, jamais em Fé ou religiosidade.
O Advento é um convite ao exercício da espera, jamais ao controle. Esperar para receber. E para receber a melhor atitude é aguardar o inesperado, pois como diz Paulo em I Coríntios 2,10-11: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”. No Advento tenhamos essa docilidade e abertura ao Espírito, para receber em plenitude essa revelação sempre antiga e sempre nova da Boa Notícia da Palavra de Deus. Essa Boa Notícia abre nossos olhos, nossos ouvidos, nosso coração e todo o nosso ser para compreender e amar a nós mesmos, o outro, a vida, o mundo, enfim, tudo o que existe, na sua verdade e profundidade maior.
O inesperado disso é que não vem de nós mesmos, mas de uma revelação aos que se colocam na atitude de receber. Receber o que já aconteceu, acontece e acontecerá sempre a cada Natal. Será que não está aí o desafio de expectativa ao inesperado para o qual nos encaminha o tempo do Advento? Isto é, o de deixar ser a realização das palavras bem cunhadas de I João 3,2 quando diz: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”. O Advento nos prepara para essa visão e realização que está fora de nosso controle. É pura graça de um encontro e reencontro natalino.
Fonte: Meditação Diária



 
 


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

VONTADE DE DEUS

                                              
Frase para refletir:

“Eis a serva do Senhor, cumpra-se em mim a tua Palavra” (Evangelho de Lucas 1, 38).

 A “Palavra” se fez existência. Essas palavras do Evangelho foram proclamadas por Maria, a mãe de Jesus, por ocasião do anúncio do anjo de que ela seria a mãe do Salvador. Ela se dispõe a ser serva do Criador para que através dela a Palavra Divina assuma forma humana. Ou, melhor, a Palavra Divina encontra em seu corpo, em sua alma, em seu coração, em seus pensamentos, em seus sentimentos, em seu útero, um espaço para se cumprir. Cumprir é no sentido de encher, preencher e satisfazer. Satisfazer enquanto chegar a um fazer que baste, e onde tudo está repleto, pleno, no ponto, sem tirar e nem acrescentar mais nada. A Palavra que deseja chegar ao seu pleno cumprimento é mais do que um som que procede da boca de Deus. É o próprio Ser de Deus se doando para preencher e satisfazer tudo o que se encontra insatisfeito e carente de plenitude, pois nada neste mundo é capaz de satisfazer e “plenificar” (tornar pleno, completo) as criaturas a não ser o Criador Ele mesmo.

É nesse sentido, que Santa Tereza D’Ávila dizia que “Quem a Deus tem; Nada lhe falta: Só Deus basta”. Colocar-se à disposição, de forma livre e aberta a essa Palavra, é o trabalho do servo. Servo não enquanto aquele que faz por obrigação e por imposição, mas por gratidão e reconhecimento da grandeza e do Poder dessa Palavra. O servo, no caso, cuida e se empenha ao máximo para que a Palavra se cumpra em sua vida com toda a sua força de penetração e realização. Cuida se esforçando para que tudo o que é obstáculo e resistência á ação e cumprimento da Palavra em sua existência sejam desobstruídos e afastados. Entra, assim, num movimento de despojamento a tudo o que possa constituir um “emudecimento” (silêncio) ou amordaçamento da Palavra. O tempo do advento que prepara os Cristãos para o Natal, é por excelência, tempo de escuta atenta e abertura à Palavra de Deus, à sua ação plena aos que creem no cumprimento de suas promessas.

E a Palavra de Deus não é apenas um livro ou um texto Sagrado. Ela é Pessoa. A Pessoa do Filho de Deus, do Verbo encarnado, que veio cumprir a Vontade do Pai. Da mesma forma, a Palavra de Deus se realiza em nós quando a Vontade do Pai é cumprida. Vontade do Pai aqui não deve ser entendida como fazer o que Deus quer, mas ter em nós a Vontade que Deus, o Pai, tem. Jesus é aquele que mostrou para nós o que é a Vontade de Deus, ou melhor, o modo como a Vontade do Pai é e atua. Uma vez que a Vontade do Pai é o que Ele tem de melhor (como alguém que tem vontade de ser o maior especialista em tecnologia no mundo, e não pode fazer isso sem o uso da vontade), então, ter a Vontade de Deus em nós é sempre buscar realizar o melhor que há em todos os sentidos, a partir da vontade. Tempo de Advento é o treino que fazemos em nós mesmos para aprender a realizar a Vontade de Deus. Essa Vontade se cumpre em nós pelo exercício da escuta e do deixar cumprir-se em nós a Palavra de Deus, assim como o fez Maria. O fazemos nos tornando servos da Palavra, estando sempre à disposição de suas exigências e de sua manifestação. Quem sabe dessa boa disposição à Palavra, algo como uma gestação, como um novo princípio capaz de inaugurar, de dar sentido, de conduzir, de preencher e plenificar toda a nossa existência, então se faça. Esse princípio e fim de nossa existência é que no tempo do Advento é gestado nos servos e servas de Deus como o Filho muito amado de Deus, Jesus Cristo. Ele é a Palavra que se cumpre em nossa humanidade Devocional Diário.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

PALAVRAS E AÇÕES


                      Frase para refletir:

“Como belas flores, com cor, mas sem aroma, são as palavras doces para aqueles que não agem de acordo com elas” (Sidarta Gautama, o “Buda”, monge hindu, 563-486 a.C.).

 

 

 

Se só falássemos aquilo que fossemos capazes de fazer, haveria menos palavras e mais ações. Quando ouvimos os discursos proferidos em plenários políticos, pensamos logo; aí sim temos um político honesto que se interessa pelo bem comum e luta pela justiça. Mas quando são revelados os bastidores deste grande “teatro”, vemos compra de votos, negociação de favores, distribuição de cargos e etc. Suas palavras são bem diferentes de suas ações. O mesmo acontece na vida cotidiana quando dizemos uma coisa e agimos de modo diferente. Assim, antes de falar, pense bem se vai cumprir, é melhor falar menos e agir mais, do que falar bonito de nada fazer   Fonte: Meditação Diária.

 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

DEUS EM VOCÊ


Todos precisamos ter fé em nós mesmos, acreditar que Deus está em nós e que pode nos usar. Como Deus se associa a indivíduos para realizar Seu trabalho, devemos crer em nossa capacidade, em Sua habilidade de trabalhar por nosso intermédio. Devemos ousar tentar e isso significa permitir que Deus tente através de nós.
Somos fracos e cheios de defeitos, mas nosso Deus é invencível. Somos vasos de barro, mas quando Lhe entregamos nossas vidas e corações, Ele se torna um conosco e pode trabalhar por meio de nós. “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas.”

Deus quer que sejamos humildes e dependentes dEle, confiantes no Seu poder e habilidade de nos usar para Sua glória, mesmo quando nos sentimos incapazes. Dê a Deus a glória e acredite que você é capaz de realizar Sua vontade, pois Ele pode fazer isso por seu intermédio. “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade.”

Estes são alguns pensamentos sobre esse tema:
● Ter fé em si próprio é uma combinação de confiança em Deus e em Sua infalibilidade, com a fé para agir com base nessa confiança.

● É preciso humildade para reconhecer a própria incapacidade e, ao mesmo tempo, a capacidade de Deus de fazer por seu intermédio o que for necessário. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”

● Esse tipo de fé permite que a força de Deus se aperfeiçoe na sua fraqueza.

● É fé que ignora os limites. É deixar Deus determinar o que você pode fazer.

Com certeza, independentemente de quanta fé tenhamos, nem tudo na vida será isento de problemas nem vamos voar em céu de brigadeiro todo o tempo. Deus estará sempre ao nosso lado, mas teremos de lutar e não vai ser pouco. Porém, por mais renhida que seja a batalha e por mais mudanças que tenhamos de fazer, sabemos que venceremos. Jesus nos disse: “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.”

Vamos cultivar uma atmosfera de fé em nossas vidas — acreditar, ter esperança e contar com o melhor. Cultivemos a fé que sabe que Deus nunca falhará, que sempre cuidará de nós e que honrará as promessas na Sua Palavra.

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Filipenses 2:13 (NVI-PT) pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

2 Coríntios 12:9 (NVI-PT) Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.

Marcos 9:23 (NVI-PT) “Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”Fonte: Devoções Diárias.

 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

ESPERAR E SE PREPARAR


                         Frase para refletir:

“Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier” (Provérbio Chinês).
 
 
Esperar o melhor é um modo de se posicionar na vida de forma empenhada e confiante. Nesse caso, esperar “o” melhor é diferente de esperar “pelo” melhor. No primeiro caso eu espero que aquilo no qual esteja empenhado vai dar em algo muito bom, em decorrência do melhor que investi numa ação. No segundo, fico simplesmente à espera, sem haver envolvimento de minha parte. Sou mero expectador da situação. É como alguém que espera que o melhor venha a ele de “mão beijada”, achando que não precisa de esforço e dedicação, ou, como se diz, sem precisar “correr atrás”. Preparar-se para “o” pior é a atitude de quem não só é prudente e precavido, à semelhança daqueles que se antecipam, por exemplo, a um período de estiagem, fazendo armazenamento de comida e bebida, mas, sobretudo, de exercitar-se lá onde tudo soa ruim e caótico e, assim, manter-se naquele ponto e naquela força onde nada o derruba.
Para manter-se naquele modo de ser que fica de pé diante de qualquer embate ou dificuldade. E aceitar o que vier é não eleger o tipo de dificuldade ou de situação que quer enfrentar ou viver. Trata-se de uma postura aberta e livre que acolhe tudo o que há de bom e de ruim como pertencente ao processo de amadurecimento e crescimento da vida. Quem assim espera, se prepara, e acolhe, passa pelas diferentes situações boas e ruins da vida sem causar destruição a si e aos outros. Ao contrário, faz da vida algo leve e gostoso de se viver. Gostoso como aquilo que tem gosto. O que tem gosto é o que foi provado e pode ser consumido. Ou seja, serve de alimento para o sustento da vida Fonte : Meditação Diária.