segunda-feira, 13 de março de 2017

A grandeza de Deus é transformar o mal em um bem maior. Então, como fazer dos obstáculos uma oportunidade?

sem dúvida, a virtude de uma pessoa madura e feliz é a capacidade que ela tem de superar os obstáculos. 
Isso simplesmente porque a vida é cheia deles, não só pelos desafios que existem, mas também por causa dos fracassos, dos desastres, das fatalidades e doenças que percorrem nossa vida.
 Grandes homens e mulheres da história tornaram-se notáveis após superar desastres na vida.
 Tantas vezes, é exatamente em razão desses obstáculos é que tantas vezes surgiram os grandes homens da história.
 Uma dificuldade, quando vivida sob as virtudes humanas, tem a força de fazer emergir o que existe de mais nobre em uma pessoa.
 O inverso também é verdadeiro. 
Se as dificuldades nos lançarem nos vícios e nos rancores, descobriremos as piores feras que existem em nós.


Na ótica cristã, essa verdade tem um significado ainda maior.
 Deus vence o mal não o destruindo simplesmente, aniquilando sua existência. 
A grandeza do Senhor é transformar o mal em um bem maior. 
O ápice de Sua vitória é a cruz; nela o mal é derrotado.
 Mas como Deus faz isso?
 Esse “como” é que confunde os homens.

 São Paulo nos diz: “Escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (cf. 1Cor 1,23). 
Na cruz, todo ódio é respondido com amor infinito. 

A morte, que era o fim da vida, passa a ser o começo da eternidade. 
A cruz, que era sinal de horrores, agora é símbolo da salvação.
 O pecado que condenava, agora conhece a misericórdia, de tal forma que Santo Agostinho pôde dizer: 
“Bendito pecado que mereceu tamanha misericórdia!”.

Nós deveríamos aprender a viver essa dinâmica de salvação em nossas dificuldades. 
Aliás, a salvação não é somente para a eternidade, ela é graça que transforma todo mal em nossa vida em um bem maior.
 A salvação é agora! Temos de aprender essa dinâmica de Deus. Isso é sabedoria! Para viver assim não basta crer em Jesus, é preciso buscar Sua sabedoria. Acredito que é nesse sentido que exortava São Tiago sobre a fé sem obras, quando lemos em sua carta no capítulo 2,19: “Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios creem e tremem”. 
A obra da fé é nossa salvação vivida de forma real.

Qual é essa dinâmica da salvação em meio às dificuldades da vida?
Começa por crer e confiar em Deus.
 “Quem crê será salvo, mas quem não crê já está condenado”. Quem não crê e não confia em Jesus não pode receber Suas graças e tesouros.
É preciso uma conformação à Palavra de Deus, porque é por meio dela que aprendemos a sabedoria divina. 
Com ela aprendemos a olhar o mundo, a refletir sobre a vida e reagir diante dos acontecimentos segundo o coração do Pai.

Temos de agir concretamente e, diante de cada situação, encontrar a resposta correta. 
Essa resposta sempre passará pelo amor de Deus e pela obediência a Ele. 
Mas o que é amar e obedecer a Deus em cada situação? Em uma hora, pode significar mansidão e paciência; em outra, firmeza e ação.
 Essa resposta está na sabedoria que o Espírito Santo nos dá, especialmente na intimidade com a Palavra de Deus. 
Mas a resposta sempre será bondade e louvor a Ele.
 Onde existem a bondade do amor e o louvor da obediência ali está o Senhor.
 Uma pista para esse discernimento é perguntar para Deus: “Para que me serve essa dificuldade?”.
 Atenção, isso é diferente de perguntar o “porquê”, no sentido de lamuriar os acontecimentos. No “para que” se busca o sentido de cada coisa.

Por fim é preciso viver tudo sob a virtude da esperança. 
“A paciência prova a fidelidade e a fidelidade comprovada produz a esperança. E a esperança não engana” (Rm 5,4-5).
 Quem espera em Deus nunca será enganado.
 Esperar no Senhor é viver desejando que a vontade d’Ele governe todas as coisas. 
Espera em Deus quem ama a Sua vontade.
 Isso é diferente das expectativas que criamos, achando que Ele vai agir segundo nossas vontades.
Quando vivemos sob a esperança divina, nos lançamos nos braços do Senhor na certeza que Ele tem para nós os melhores bens. “Coisas que os olhos não viram nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1Cor 2,9).

Termino essa reflexão com um verdadeiro poema de quem soube superar inúmeros obstáculos firmado no amor de Deus:

“Que diremos depois disso? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro.
 Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou” (Rm 8, 31. 35-37). Fonte: Formação Cançao Nova.

terça-feira, 7 de março de 2017

Olavo Guerrero: LIGUE -SE E SINTONIZE

Olavo Guerrero: LIGUE -SE E SINTONIZE: Deus é como uma estação transmissora, funcionando todo o tempo.  Assim como as ondas de radio sempre presentes no ar e em toda...

LIGUE -SE E SINTONIZE








Deus é como uma estação transmissora, funcionando todo o tempo.

 Assim como as ondas de radio sempre presentes no ar e em toda parte são invisíveis, o Espírito de Deus está constantemente nos envolvendo, esperando que façamos contato.
 E, como acontece ao pequeno radio transistor, o seu Criador o fez de maneira a receber esses sinais. 
O poder de Deus está sempre ligado e a mensagem está sempre presente. Mas, para recebê-la, precisamos estar ligados e sintonizados na Sua freqüência!
Em comparação com a tremenda potência e com a complexidade das operações da estação transmissora, as do receptor são pequenas e simples.

 A oração é a mão da fé que gira a chave que aciona a pouca potência que você tem, depois do que a mão da esperança procura a sintonia na freqüência na qual Deus está transmitindo. 
E, de repente, o sinal chega com grande poder e volume, transmitindo a mensagem em alto e bom som!

Se você se concentrar e esperar com fé e paciência, sem distração, receberá algumas das mensagens mais poderosas, emocionantes e surpreendentes que o levarão à ação.
 As vibrações que você recebe do Senhor são todas boas.
 Elas o renovam e lhe dão uma visão nova, inspiração fresca, restauram suas forças e lhe trazem descanso, paz e alegria! Você dançará ao seu ritmo, moverá segundo Seus sinais, avançará na direção que Ele indicar e saberá que está realizando a Sua vontade, o propósito para o qual foi criado.

Tiago 5:16 (NVI-PT) Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.

Hebreus 11:6 (NVI-PT) Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.

Marcos 16:15 (NVI-PT) E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.

Fonte: Devocional Diário.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Olavo Guerrero: O PODER DO PENSAMENTO

Olavo Guerrero: O PODER DO PENSAMENTO: A Bíblia fala bastante sobre os nossos pensamentos, e isso dá um est

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udo muito interessante.  Por exemplo, ela diz que são incontáveis o...

O PODER DO PENSAMENTO

A Bíblia fala bastante sobre os nossos pensamentos, e isso dá um estudo muito interessante.
 Por exemplo, ela diz que são incontáveis os [bons] pensamentos do Senhor sobre nós, e que deveríamos odiar pensamentos vãos, mas amar a Sua lei.
 (Sal.40:5; 119:113.)

Uma das melhores maneiras de empregarmos bem os nossos pensamentos é transformando-os em orações.
 Pense em todas as coisas que faz durante o dia, em tudo o que pensa, todos os pensamentos que lhe passam pela cabeça.
 Agora avalie os seus pensamentos. Avalie, observe, analise, estude-os e pergunte-se o que estão realizando. 
Aonde estão indo?
 Você está transformando os seus pensamentos em poder que produz algum bem na vida dos outros?

Se quer realizar mais em oração, avalie os seus pensamentos. 
Os pensamentos são reais.
 Eles podem ajudar ou atrapalhar.
 Os seus pensamentos estão ajudando a suster alguém carente?
 Ou estão silenciosamente ignorando os que clamam por ajuda? 
Para onde os seus pensamentos estão indo?
 Eles estão estendendo-se para atenderem a um chamado?

Ou estão enrolando, brincando com coisas frívolas, passeando em corredores vazios? 
Você está ligado à força do pensamento do Céu através da oração?
 Está direcionando os seus pensamentos para eles poderem ser de alguma valia e realmente fazerem uma diferença positiva?

Deus dotou cada um de nós deste grande dom, e quer que aprendamos a usá-lo, que aprendamos a converter os nossos pensamentos em orações poderosas, ou seja, orar por alguém ou algo em vez de só pensar na pessoa ou nisso.
 Pensamentos transformados em oração se materializarão nas bênçãos de Deus, na intervenção de Deus, no poder, proteção e força, fazendo o bálsamo sanador de Deus ser vertido sobre aqueles com os quais nos preocupamos.

Pensamentos transformados em orações realizarão grandes proezas, possibilitando o impossível, e mudando o curso da história! 
Por outro lado, a força do pensamento ocioso não vale quase nada, e só vai cair no esquecimento, esmaecer e transformar-se em ferrugem e em nada.
 Vigie a força do seu pensamento e se cuide, para que os pensamentos deixados ao léu não o peguem desprevenido, porque se eles ficarem ociosos, podem cair na massa cinzenta da zona morta, nas rachaduras e fendas do comodismo, onde vão apodrecer, se estragar e se perder.

Sempre que tivermos um pensamento, podemos transformá-lo numa oração — o tempo todo, em qualquer lugar, até quando estamos sozinhos.
 Por exemplo, se estiver em casa cozinhando e começar a pensar nos seus filhos que estão na escola, ore para que tenham um dia divertido.
 Ou se, no trabalho, começar a pensar num projeto difícil que o espera, transforme este pensamento numa oração para que Deus lhe dê forças para a tarefa. 
Ou talvez passe por um acidente na estrada quando volta para casa — ore pelas pessoas que talvez estejam feridas, e também pela sua própria segurança e a da sua família.

O dia inteiro, não importa o que estejamos fazendo, estamos pensando, mas o que pode fazer a diferença é como filtramos esses pensamentos e o direcionamento que lhes damos. 
O que conta é o que decidimos fazer com nossos pensamentos e a direção na qual os colocamos.
 Ao aprendermos a direcionar os nossos pensamentos em oração, fazendo-os passar pelo filtro da Palavra de Deus, enviando-os para onde possam realmente realizar algo, conseguiremos cumprir a missão de orarmos.

Transformar cada pensamento em oração é um grande privilégio e um grande dom — o privilégio de utilizar a “força do pensamento que vem do Céu”! Use-a, e ela o servirá bem. Facilitará a sua vida e fará milagres. Pensamentos podem ser uma maldição ou uma bênção. Transforme-os em algo bom transformando-os em orações. Ligue-se à força do pensamento do Céu!

Romanos 12:1-2 (NVI-PT) Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Salmos 139:17 (NVI-PT) Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles!

Hebreus 4:12 (NVI-PT) Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.Donte :Devocional Diário.

sábado, 4 de março de 2017

COMO VENCER A NÓS MESMOS ?






Está cansado da caminhada? Pensa em desistir? Nada disso! Tenha paciência! Não desanime, faça a sua parte e conte com a de Deus.
Jesus disse que “a carne é fraca” (Mt 26,41); carne na Bíblia significa a nossa natureza humana, fraca, miserável, depois que o pecado entrou em nossa história. 
Todos nós experimentamos isso, até mesmo São Paulo se lamentava, como podemos perceber em Romanos 7.

Mas, é preciso entender que a nossa santificação é mais um trabalho de Deus em nós, do que de nós mesmos.
 Não temos força e poder de vencer sozinhos o mal que há em nós.
 Por isso, precisamos lutar com todos os recursos que a Igreja nos oferece, mas sabendo que “é Deus quem, segundo o seu beneplácito, opera em nós, o querer e o fazer” (Fil 2,13


Deus nos conhece antes de sermos gerados. “Nele existimos nos movemos e somos” (At 17,28), e sabe como agir em nós para a nossa santificação.
 Temos de ter paciência não só com os outros, mas também conosco e saber esperar a maturação do nosso espírito, como acontece a maturação da flor e do fruto na natureza.

Deus nos dá lições diárias para a vida espiritual. 
A natureza não se cansa e não se exaspera; não desanima.
 Deus não tem pressa porque é eterno, o tempo é todo Dele.
 São Paulo diz ainda que “é Ele quem nos capacita”; Ele é “Aquele, cujo poder, agindo em nós, é capaz de fazer muito além, infinitamente além de tudo o que nós podemos pedir” (Ef 3,20). Então, paciência!
 Não desanime, faça a sua parte e conte com a de Deus.
Vamos fazer uma comparação para entender melhor isso.
 Jesus contou uma parábola sobre o Reino de Deus, comparando-o ao agricultor que lançou a semente na terra, e dormiu; levantou-se de dia e de noite, e a semente germinou sem ele saber como. 
Porque a terra, por si mesma, produz primeiro o caule, depois a espiga, e depois o trigo maduro na espiga. 
Só então o homem mete a foice, porque chegou o tempo da colheita. (cf. Mc 4,26-29)


Nunca desanimar na luta contra o pecado: sempre é tempo de conversão!



O agricultor esforça-se para preparar bem o terreno, retirar as pedras, arar bem a terra, adubar o solo para a sementeira; mas, uma vez semeado o grão, já não pode fazer por ele mais nada, a não ser esperar com paciência, até o momento da ceifa.
 Ele espera a terra germinar a semente, espera a chuva do céu; e somente pode tirar as ervas daninhas.



1.     O pecado é o grande mal desta vida; custou a vida de Deus morto na cruz para podermos ficar livres dele.

2.     Ele é a raiz mais profunda de todos os males. São Paulo diz que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6,23); quer dizer, toda lágrima, toda dor e a morte, têm a sua causa primeira no pecado, desde o pecado original até os nossos pecados pessoais.

3.     O pecado é “amor de si mesmo até ao desprezo de Deus”, disse S. Agostinho (A cidade de Deus, 14,28).

Jesus veio nos trazer a libertação contra a “escravidão do pecado”. “Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Ele, para que seja reduzido à impotência o corpo outrora subjugado pelo perguida; mas se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te. Tu, porém, poderás dominá-lo” (Gen 4,7).

 É possível dominar o pecado com a graça de Deus.

 Não temos desculpas diante da derrota para o pecado


. São Paulo disse que:


“Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas.

 Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela” (1 Cor 10,13).


Se Deus não nos abandona na tentação, então, se caímos no pecado é porque não fizemos o que Jesus mandou:

 “Vigiai e orai para que não entreis em tentação.

 O espírito é forte, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Sem vigiar e orar não venceremos o pecado.


Deus avisa: “Quem ama o perigo nele perecerá” (Eclo 3,27).
Deus disse a seu povo:

“O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem fora de teu alcance…

 Mas esta palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir” (Deut 30,11-13).

 Podemos cumprir os mandamentos de Deus e não pecar.



A Bíblia traz várias listas de pecados. “As obras da carne são manifestas: 
fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, rixas, ciúmes, ira, discussões, discórdia, divisões, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos previno, como já vos preveni: os que tais coisas praticam não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5,19-21).


Outras listas podem ser vistas em Rm 1,28-32; 1Cor 6,9-10; Ef 5,3-5; Cl 3,5-9; 1Tm 1,9-10; 2Tm 3,2-5.

Temos de lutar com todas as forças contra o pecado porque ele nos separa de Deus e mata a nossa alma.

 São Tomás de Aquino diz que “há duas mortes; a primeira quando o corpo se separa da alma; a segunda quando a alma se separa de Deus”. Para a primeira haverá a ressurreição; mas para a segunda não há solução, a alma se separa definitivamente de Deus, é o inferno, a frustração absoluta e definitiva.


O Catecismo diz que: “O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça.

Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso”. Fonte: Prof. Felipe de Aquino Editora Cleofás.





         i.             

sexta-feira, 3 de março de 2017

Olavo Guerrero: COMO SURGIU O CARNAVAVAL

Olavo Guerrero: COMO SURGIU O CARNAVAVAL?: De onde vem o Carnaval? Alguns, erroneamente dizem até que foi a Igreja Católica que o inventou; nada mais absurdo. Vários autores ex...

COMO SURGIU O CARNAVAVAL

De onde vem o Carnaval? Alguns, erroneamente dizem até que foi a Igreja Católica que o inventou; nada mais absurdo.

Vários autores explicam o nome Carnaval, do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; o que significa que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.

Alguns etimologistas explicam as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, o deus do vinho, festa que chamavam em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de donde teria vindo a forma Carnavale. Não é fácil saber a real origem do nome.

Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno. Eram festas religiosas, dentro da concepção pagã e da mitologia. Por exemplo, 
para exprimir o cancelamento das culpas passadas, encenava-se a morte de um boneco que, depois de haver feito seu testamento era queimado ou destruído. 
Em alguns lugares havia a confissão pública dos vícios, o que muitas vezes se tornava algo teatral, como por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os dos outros.

Tudo isso era feito com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para essas festividades carnavalescas. 
Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como essas festas perturbavam a ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C., resolveu combater os bacanais e seus adeptos, acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.

Essas festividades populares podiam acontecer no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra (ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou outras datas religiosas pagã

Quando o Cristianismo surgiu encontrou esses costumes pagãos. 
Os missionários procuraram então cristianizar esses costumes, como ensinava São Gregório Magno, no sentido de substituir essas práticas supersticiosas e mitológicas por outras cristãs (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “Festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim essas festividades pagãs do Carnaval ficaram apenas nos três dias que precedem a Quarta-feira de Cinzas.

A Igreja procurou também incentivar os Retiros espirituais e a “Adoração das Quarenta Horas” nos dias anteriores à Quarta-feira de cinzas. 
Hoje, graças a Deus, temos em todo o nosso país Encontros e Aprofundamentos religioso
Infelizmente o Carnaval, sobretudo no Brasil, “descambou” para a dissolução dos costumes; nos bailes e nas Escolas de Samba predominam o nudismo e toda espécie de erotismo. Esquece-se que os Mandamentos são a via da libertação e que o pecado é a escravidão da pessoa: “Não pecar contra a castidade” e “Não desejar a mulher do próximo” (cf. Ex 20,2-17; Dt 5,6-21).
É triste observar que o próprio Governo estimula esse desregramento com uma ampla distribuição de “camisinhas”, para que os foliões pequem à vontade sem perigo de contaminação. O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha: “Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana […]. O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo […] O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, p. 80).
Nesta época vale recordar o que disse São Paulo: “Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança o Reino de Deus (l Cor 6,9; Rm 1, 24-27)”. O Apóstolo condena também a prostituição (1 Cor 6,13s, 10,8; 2 Cor 12,21; Cl 3,5) e as paixões da carne tão vividas no Carnaval.
O sexo foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua dignidade por Cristo (Mt 5,32). Jesus proclamou: “Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus”. Disse São Paulo: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1 Cor 7,4). As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: famílias destruídas; pais e mães (jovens) solteiros; filhos muitas vezes abandonados, ou em orfanatos, e hoje muitas crianças “órfãs de pais vivos”, como disse João Paulo II.
Por tudo isso o cristão deve aproveitar esses dias de folga para descansar, rezar, estar com a família e se preparar para o início da Quaresma na Quarta-feira de Cinzas. O cristão não precisa dessa alegria falsa das festas carnavalescas; pois o prazer é satisfação do corpo, mas a verdadeira alegria é a satisfação da alma, e esta é espiritual.Fonte: Editora Crleofás.
Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 2 de março de 2017

CONVERSÃO

       Frase para refletir:

“Convertei-vos e crede no evangelho” (Mc 1,15b)



Conversão é a palavra chave desse tempo de quaresma que hoje começamos

. O verbo grego que se traduz por “converter-se” significa, na realidade, “pôr-se a pensar”, “revisar o enfoque de nossa vida”, “reajustar a perspectiva”.

Significa mudança de mentalidade, mudança de nossa maneira de viver neste mundo, neste planeta. Criar uma nova ética cósmica, valorizar a vida, estar na abertura a Deus!

As palavras de Jesus poderiam ser ouvidas da seguinte forma: “Olhai para ver se não precisais revisar e ajustar algo em vossa maneira de pensar e agir, para que se cumpra em vós o projeto de Deus de uma vida mais humana”. Então, dis-postos (as) a viver o plano de amor de Deus, sigamos nossa vida na direção da Páscoa!Fonte:mEDITAÇÃO dIÁRIA.
heb.11,1 
A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem.
2Por ela, os antigos receberam um bom testemunho de Deus.
3Pela fé compreendemos que o universo foi organizado pela palavra de Deus, de sorte que as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Uma existência transparente Quarta-feira de Cinzas


Começando o tempo favorável da quaresma

Começamos o santo e propício tempo da quaresma.
 Durante 40 dias, os cristãos, lá onde vivem, lá onde são discípulos do Senhor, vão viver um tempo caracterizado pelo empenho na linha da conversão evangélica. 
Somos companheiros de Jesus que vai para o deserto preparar-se para sua missão, deserto espaço de silêncio, de interiorização, mas também de combate contra o espirito do mal. 
Na oração de abertura da missa de hoje, pedimos que “a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal”. Arregaçamos as mangas e organizamos, da melhor maneira possível, essa riquíssima quadra do ano que nos leva até o esplendor da manhã de páscoa, centro de nossa fé.

Joel, o profeta, nos convida a rasgar os corações e não as vestes. 
Uns e outros experimentamos um sério mal estar: não conseguimos ser fiéis aos carinhos e às manifestações do Senhor. 
Há um sentimento de remorso que, por vezes, toma conta de nós. 
Será preciso “rasgar” os corações, mudar o interior para que brilhante seja o exterior. 
É tempo de jejuarmos de nós mesmos, de nossos interesses pequenos, de nossas preferências tacanhas.
 Há um convite explícito a que visitemos o coração, nutramos sentimentos nobres de arrependimento e formulemos propósitos de conversão. 
Estamos começando o tempo favorável. Paulo nos diz:
 “Em nome de Cristo nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus”.
 Não se trata apenas da recepção do sacramento da reconciliação numa rápida celebração quaresmal. 
Trata-se de entrar no caminho dos penitentes, daqueles que têm o amargo como doce, e o doce como amargo. O Apóstolo prossegue
: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”.

Os cristãos se caracterizam por uma lisura de vida, por um comportamento sem duplicidade, por uma existência transparente. 
Não cultivam a fachada, não se “maquiam” com água benta e piedosas palavras. 
Não fazem suas obras diante dos homens.
 Quando operam o bem, quando dão esmolas, quando se engajam em promover a justiça, em valorizar o ser humano não tocam a trombeta.
 Fazem o bem sem alarde, sem esperar recompensa.
 Quando rezam, entram no quarto e se dirigem ao Pai sem adereços e pompas. O Pai ouve os seus no silêncio. Quando jejuam, quando se privam das coisas lícitas para fortalecer o interior mostram um semblante alegre e exalam o perfume da discrição.


Assim, começamos a viver o tempo da quaresma. Colocamos cinza em nossas frontes.

 Queremos nos recordar que somos pó e nada mais que pó, mas que somos amados por aquele que transforma esse pó que somos nós em luminosos cidadãos de seu coração e de seu reino. 
O pedido da quaresma é bem este: “Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido”.Fonte Meditação Diária.