terça-feira, 22 de maio de 2018

CRISES DE FÉ




Aceitar todos os pontos da doutrina e acreditar completamente por fé não é sempre natural para todos. Assim como o Senhor fez as pessoas com personalidades e características físicas muito diferentes, há também diversos tipos de fé. Quer a sua seja a que requer tempo e estudo antes de você crer, quer você abrace conceitos com pouco ou nenhum questionamento, a meta final é o que conta: uma fé viva.


 


Não deve ser visto como fora do normal passar por crises de fé, duvidar ou questionar os pontos da doutrina, inclusive os princípios cristãos. O Senhor, muitas vezes, opera por meio dessas batalhas da mente e do espírito e as usa para nos fortalecer. Ele pode usar esse processo para nos ajudar a voltar para a fundação da nossa fé, para reafirmar nossas crenças e garantir que nossas vidas estejam bem alicerçadas no que cremos. Isso pode nos ajudar a entender o porquê de acreditarmos nas doutrinas que aceitamos e nas suas respectivas fundamentações nas Escrituras.


 


Muitos cristãos vivenciaram crises de fé ou tiveram de enfrentar ondas de dúvidas. Alguns exemplos notáveis que me ocorrem agora são Martinho Lutero, Madre Teresa e Adoniram Judson. Esses conflitos interiores e as batalhas que travaram para alcançar um lugar de fé e entendimento estão documentados. O resultado de suas experiências, entretanto, foi uma crença mais forte, um entendimento mais profundo de Deus e o relacionamento íntimo que Ele busca com cada um de nós. Suas batalhas e vitórias inspiraram muitos. Eu diria que suas dificuldades lhes deram uma compreensão mais profunda das dificuldades que as pessoas enfrentam para afirmar sua fé e como isso pode vir a fortalecê-la. Muitos têm experiências similares.


 


Em vez de entender as dúvidas e as crises de fé exclusivamente como ameaças que devam ser resistidas, afastadas de nossa mente e coração, devemos lembrar que os questionamentos, as dúvidas e o ceticismo podem ser degraus para uma fé cristã mais forte e madura. Servem para nos levar a examinar a essência do que cremos e afirmá-la. Podem nos ajudar a pensar e entender nossa fé tanto espiritual quanto intelectualmente, a pesquisar e descobrir “se estas coisas são assim”, para construir uma fé pessoal e pensada. Uma fé edificada sobre tais premissas não será facilmente dissuadida quando confrontada por argumentos ou crenças contrários ou com as visões intelectuais dos que não creem. Em última análise, o resultado pode ser uma fé mais forte e mais experiente.


Fonte: Devoções Diárias

segunda-feira, 21 de maio de 2018

CONFIANÇA

                                                       
Frase para refletir:
“Quando contornamos um abismo e a noite é muito escura, o sábio cavaleiro solta as rédeas e se entrega ao instinto do cavalo” (Armando Palácio Valdés, escritor e crítico literário espanhol, 1853-1938).
Andar a cavalo é diferente de cavalgar. Para cavalgar é preciso ser um com o animal. Isso só se aprende com o tempo, pois um precisa confiar no outro. O cavalo tem percepções do perigo que os humanos não têm. Quantas vezes nos encontramos em situações em que não vemos saída, tudo parece escuro demais e um passo em falso pode nos derrubar, piorando tudo. O autor compara com a experiência do cavaleiro que entrega à montaria a decisão do próximo passo, pois confia no instinto do animal. Em outras palavras, temos que confiar e nos deixar levar. Mas de onde pode vir nosso socorro em momentos assim? “O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não deixará que teus pés vacilem; não cochila aquele que te guarda” (salmo 121, 2-3). Sim, aquele que tudo fez, até os instintos, estará ao teu lado quando pedires seu auxilio. Mas para isso precisa confiar e soltar as rédeas da tua vida para que o seu “amor” te conduza.
Fonte: Meditação Diária

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Honestidade

                   

Frase para refletir:

“A hipocrisia, embora sendo um pecado moral, na política é uma grande virtude” (Francisco Quevedo, escritor espanhol, 1580-1645).


Revoltante para mim é a pessoa que esconde a verdade consigo e diz mentiras (Homero). É isso que se chama hipocrisia. A palavra hipocrisia (do grego hupokrisía) traduz a ideia de desempenhar um papel, de ser fingido. Em outras palavras, em público demonstra bondade, amabilidade, emite opiniões convenientes com a ocasião, mas nada disso corresponde ao que pensa e nem como vai agir. A política vive de hipocrisia. Basta pegar o que dizem em campanha para convencer os eleitores e comparar como agem depois de eleitos. Antes das eleições gostam de serem fotografados comendo pastel na feira e depois de eleitos frequentam luxuosos restaurantes em lugares paradisíacos ao redor do mundo com o dinheiro do povo. O pior são suas ações, prometem aquilo que não podem cumprir com discursos vibrantes só para serem aplaudidos e conquistarem eleitores.

 

Bem aventurados os honestos, pois são pedras raras.

 

Fonte: Meditação Dária